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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

E-democracia - Estatuto Nacional da Juventude



Com vistas a ampliar a interação com a sociedade, a Câmara dos Deputados criou o E-democracia, um portal de discussão virtual com o objetivo de promover debates e compartilhamento de conhecimentos no processo de elaboração de políticas públicas e projetos de lei de interesse estratégico nacional. Uma das comunidades é a do Estatuto Nacional da Juventude. Lá você encontra a proposta apresentada pela Comissão Especial sobre o Estatuto da Juventude, com relatoria da Dep. Manuela D’Ávila (PCdoB/RS), e pode participar dos fóruns de debate da proposta. O endereço é www.edemocracia.camara.gov.br

Temos que explorar essas brechas no sistema...

Centro de Estudos e Memória da Juventude




Recentemente tive o prazer de conhecer a revista Juventude.br, publicada pelo Centro de Estudos e Memória da Juventude, uma entidade especializada em juventude.
"O CEMJ tem atuado principalmente no registro da participação da juventude brasileira e na produção de estudos, buscando subsidiar tanto os movimentos juvenis quanto os gestores públicos em nível executivo e legislativo. Trata-se de uma iniciativa ímpar no país, que busca com base nos esforços dos próprios jovens entender os fatores que condicionam a relação da juventude com o restante da sociedade.

O movimento juvenil brasileiro acumula uma quantidade considerável de feitos. Os jovens estiveram presentes em praticamente todos os grandes momentos da história do país. Essa participação, que se dá ora com estardalhaço, ora de forma silenciosa, confere a esse segmento da sociedade uma importância a mais em relação a sua presença numérica. Trata-se de um segmento que tem opinião, forma opinião e é levado por ela."

No site você tem acesso a todas as edições da revista Juventude.br, com vários temas interessantes com foco na Juventude.

Vale a pena conferir http://www.cemj.org.br

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Sobre rádio...



Estou cursando, na faculdade, a disciplina "Rádio e educação I". As aulas ocorrem na Rádio Comunitária Kaxinawá (FM 100.1), localizada nas dependências da FEBF, e são transmitidas ao vivo pelas ondas da FM. Tem sido uma experiência muito interessante, pois entrei em contato com uma forma de produzir rádio que até então não conhecia. Comecei a perceber o rádio como potência para novas experiências sonoras. Já que nossa inteligência está ligada às nossas sensações, a experiência radiofônica contribui sensivelmente para a construção e desenvolvimento de nosso intelecto.
Infelizmente, as rádios convencionais se limitam a tríade música, propaganda e notícias. Elas não aproveitam todo o potencial de comunicação, criação, experimentação da quarta pessoa do singular (= Rádio). No entanto existem pessoas interessadas na construção de uma rádio diferente, que explore suas potencialidades radiofônicas, que produza os conteúdos mais improváveis, que contribua para uma educação auditiva, que desperte novas sensações e percepções sobre o mundo que nos rodeia. O site do http://www.radioforum.zt2.net é um exemplo interessantíssimo de rádio-arte. Recomendo a tod@s. Tenho tido experiências sonoras riquíssimas através desse site.

Visite http://www.radioforum.zt2.net

Sobre a Amazônia...

Essa é antiga, mas muito boa. Pra que não leu essa é uma boa oportunidade e pra que já leu, vale a pena reler...

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do
DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi
questionado sobre o que pensava da internacionalizaçã o da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de
um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a
internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o
devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a
Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o
mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada,
internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O
petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no
direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos,
ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões
arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas
financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos
os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio
humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio
natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com
ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido
internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do
Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer
por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos
Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza,
Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza
específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos
EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas,
provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis
queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em
troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança
do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o
país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

1 ano do BoraCaxias - Vai ter parabéns?



O coletivo BoraCaxias é (ou pretende ser!) uma galera da Baixada Fluminense, principalmente de Duque de Caxias, que quer debater, fazer, cobrar, ajudar, festejar, incomodar, juntar, pensar, comemorar, discutir e refletir. Não queremos montar estruturas rígidas. Queremos criar situações que aglutinem reflexões sobre a forma com que nos relacionamos com a cidade, com o bairro, com cada lugar que freqüentamos e interagimos com outras pessoas, criando nossas relações sociais. Queremos participar das decisões que afetam nossas vidas. Queremos experimentar a democracia de uma forma mais intensa. Queremos discutir o que é importante para nossa existência.
Acreditamos que a arte é fundamental para essa tarefa. Com a arte temos a capacidade de falar de temas complexos com simplicidade, sintetizando várias idéias num produto cultural, que por sua vez poderá desencadear novas interpretações, apropriações e conexões. Estamos abertos ao diálogo, às parcerias, à troca de informações, às lutas populares e ao que mais vier. Só não pode faltar poesia! Ela é o alimento de nosso espírito, ocupando lugar central em nossa prática política.
O BoraCaxias é uma idéia que nasceu da vontade de fazer alguma coisa boa, da convicção de que juntos podemos mais, do repúdio a ordem imposta, da necessidade de alimentar um sentimento presente em todas as revoluções: a ESPERANÇA. Esperança no ser humano e no desenvolvimento de seus melhores sentimentos e qualidades: solidariedade, justiça, igualdade, liberdade, ética e etc.
Se você sente o que sentimos, então estamos juntos. Certamente nos encontraremos nos debates, nos fóruns populares, no CineFEBF, no programa de rádio ou nas esquinas da vida. Trocaremos idéias e nos perguntaremos: o que podemos fazer para deixar esse mundo um pouco melhor?

Por Henrique de Souza

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Heraldo HB lança seu primeiro livro

De André Oliveira

Uma noite de música, poesia e encontros é o que está reservado para o lançamento de Engenharia de Aviãozinho, livro de poesias do animador cultural e músico Heraldo HB, que acontecerá no próximo dia 16/12, em Caxias.

O livro, que sai pela Esteio Editora, tem a apresentação do poeta Vicente Portella e desenho gráfico do designer Thiago Venturotti.
Dos textos que compõem o livro, fazem parte muitas poesias que já freqüentaram saraus pelo Rio de Janeiro e estivem em publicações em papel e em Internet, transitando pelo circuito cultural alternativo do Estado.
Além de ter trabalhado na Animação Cultural, programa idealizado pelo professor Darcy Ribeiro para os CIEPs, Heraldo HB também é fundador da rádio Quarup FM, do portal Baixada On e do Cineclube Mate Com Angu, hoje uma referência no audiovisual do país.
A parte musical da noite será comandada pelo cantor, compositor e contador de histórias Marcelo Peregrino, com direito a canjas de vários músicos e poetas.
O lançamento será no Bar Bistrô Brasil, na rua José Veríssimo, 173, no centro de Caxias, na rua da Lira de Ouro. O evento começa às 20h e a entrada é franca.


Contatos com o autor podem ser feitos pelo e-mail hb@relinkare.com.br ou pelo telefone (21) 7601-6700.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Identidades Cruzadas



“A Rua é o cordão umbilical que liga o indivíduo a sociedade” Victor Hugo



Prepare-se! Um grande cortejo cultural vai invadir a Avenida Rio Branco no próximo dia 12 de dezembro, a partir das 15 h.

No dia 12 de dezembro a Avenida Rio Branco vai ser invadida por grupos e associações culturais que vão levar ao público carioca o teatro, o circo, orquestra, hip-hop, capoeira, maculelê, arraiá junino, teatro de bonecos e performances. É o projeto Identidades Cruzadas que consiste num evento de intervenção urbana, simultâneo e itinerante, em homenagem a diversidade cultural brasileira e ao diálogo intercultural França-Brasil. E uma realização da CIDADANIARTE em parceria com a associação Communiquer ou Dialoguer?Une invitation au voyage... da França. O projeto foi idealizado com o objetivo de demonstrar o que da cultura francesa restou no imaginário coletivo brasileiro e como o processo de intercâmbio cultural integra os indivíduos naquilo que é inerente aos seres humanos, a assimilação de idéias, o comportamento social e a criatividade, no momento em que se comemora o Ano da França no Brasil. O evento conta com o patrocínio da OI e apoio do Governo Estado do Rio de Janeiro.


O evento é divido em dois momentos, sendo que o primeiro consiste em atividades artísticas que acontecerão simultaneamente em quatro pontos – “estações” – espalhadas ao longo da Avenida Rio Branco, a partir das 15h. Estas atividades serão compostas, na realidade, por manifestações de grupos que representam a diversidade cultural brasileira, que posteriormente, juntamente com o publico, integrarão o segundo momento, o cortejo final.
O segundo momento é um grande cortejo teatral, que parte às 16h30 da Candelaria em direção à Cinelandia. A criação da dramaturgia do cortejo — centrada em elementos culturais de tradição francesa e brasileira com ênfase em fatos históricos, personagens locais, arquitetura das cidades, objetos, usos e costumes dos dois países — busca a criação de uma narrativa épica que resulte numa nova escritura urbana.
Alguns dos grupos: Tá na Rua, Cia De Mistérios, Orquestra Fina Batucada, Circo Social, Capoeira e Maculelê, Offsina, Circo Trapézio, Grupo Cigano, Quadrilha Junina, Cia dos Banquinhos, Associação de Bonecos.



Confira as Estações

Estação 1: Candelaria
X______________________________________________________________
Avenida Rio Branco
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Estação 2 : Rua. Do Ouvidor Estação 3: Metro Carioca Estação 4 : Cinelândia

All in the Timing - A Festa

Parada maneira do meu parceiro Vinícius...
Estarei lá certamente!



ALL IN THE TIMING A FESTA é um evento diferencial no rio de janeiro uma festa que vai unir cultura e lazer em uma noite incrível, contando com apresentação da peça All in the Timing (que nomeia a festa), um espetáculo formada por esquetes que variam sobre o mesmo tema: o Tempo. As possibilidades do acaso, juntamente com um divertido e perspicaz jogo de palavras e imagens surreais são os grandes trunfos deste texto. Contando também com musica ao vivo e uma banda recheada do repertório nacional e internacional, e DJ’s na pista com mais completos e satisfatórios estilos de musica, passando pelo soul, conversando com o samba e esquentando as pistas com o funk carioca ALL IN THE TIMING A FESTA será um noite surpreendente e incrível em um todo orgânico. Isso é divertimento. Isso é Arte.
DIA: 18 DE DEZEMBRO DE 2009
GAFIEIRA ELITE – R. FREI CANECA, 04 CENTRO - INICIO AS 22:00 HORAS
PREÇOS:
-ANTECIPADO R$ 10,00
-ATÉ AS 00:00 HORAS COM NOME NA LISTA AMIGA R$ 12,00
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=96492558&tid=5408365364796134019&start=1
- NA HORA OU DEPOIS DE 00:00 R$ 15,00
*VINICIUS: 21-76089000
*CAIO:21- 91158510
*VICTOR: 21 - 86652189

II Jornada de Direitos Humanos

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Palestra sobre Direitos Humanos - FEBF

Palestra:

Direitos Humanos na Baixada
realidade e perspectivas

Mesa:
Marcelo Freixo (historiador e deputado estadual)
José Cláudio Alves (sociólogo e autor do livro “Dos barões ao extermínio)

Data: 07/dez – segunda-feira
Hora: 19h
Local: FEBF (UERJ-D.Caxias)
Av. Manoel Ribeiro, s/n - São Luiz

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

II Encontro de Geografia da FEBF



O Segundo Encontro de Geografia da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense traz o tema "os efeitos socioambientais das (re)produções estruturais no território fluminense" para apresentar, a partir das mesas de debate e das oficinas, como a manutenção e a sustentação de um modelo socioeconômico, afetam e (re)produzem as relações sócioambientais que observamos no território fluminense.

Programação:

09/12 - Quarta-feira

08h - Credenciamento
09h - Minicurso
12h - Almoço
13h - Mesa de Abertura
13h30min - Mesa I

"Políticas Públicas e interesses do Capital privado: Produção do espaço, conflitos, aproximações e afastamentos".


10/12 - Quinta-feira

9h - Mesa II - "Pereira Passos: espaços construídos e seus reflexos na atualidade".
12h - Almoço

13h - Minicurso - Apresentações de trabalho


11/12 - Sexta-feira

9h - Mesa III - "Rio 2016: Remodelagem do espaço e Impactos ambientais".

12h - Almoço

13h - Minicurso - Apresentações de trabalhos

http://semanageofebf.blogspot.com/

sábado, 28 de novembro de 2009

Duque de Caxias FC

A Série B do Campeonato Brasileiro 2009 chegou ao seu final, tendo o Vasco como campeão, e acompanhando este, estará ano que vem na elite do futebol brasileiro Ceará, Guarani e Atlético-GO. Mas este texto foi feito para homenagear o Duque de Caxias FC que terminou o campeonato em 8° lugar, após vencer a Ponte Preta (27/11), por 4x1. O Caxias poderia ter ficado em 7°, mas perdeu no critério de desempate (Saldo de Gols) para o São Caetano.
O Caxias terminou o campeonato com os seguintes números: 8° lugar com 54 pontos, 15 vitórias, 9 empates, 14 derrotas, 55 gols prós, 55 gols contra, saldo 0 e 47% de aproveitamento. Uma pena que no último jogo já citado acima e que ocorreu em Volta Redonda teve o púplico pagante de 5 pessoas. O que nos faz pensar os motivos dos jogos não serem disputados em Caxias. Este ano alguns jogos foram disputados no estádio do Tigres em Xerém e teve uma média de público melhor do que a obtida em Volta Redonda. Queremos o Time perto de nós.
Um pouco da história do clube: o Duque de Caxias foi fundado em 08 de março de 2005. No ano seguinte conseguiu a vaga para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Carioca, depois de ser campeão invicto da seletiva que dava vagas na competição. No mesmo ano, disputou a Segunda Divisão, onde chegou à fase final. Entretanto, não conseguiu o acesso à Primeira Divisão, pois ficou em 6º lugar. No ano de 2007, a equipe disputou a Copa Rio no primeiro semestre. Fez uma excelente campanha, terminando na 6ª posição, que mais tarde lhe daria a vaga para o Campeonato Brasileiro Série C de 2008. No segundo semestre de 2007, o Duque de Caxias disputou a Segunda Divisão Carioca. A equipe terminou a competição em 5º lugar. Como nesse ano as cinco melhores equipes subiam para a primeira divisão, pois a FFERJ desejava que o Campeonato Carioca fosse aumentado para dezesseis times, a equipe garantiu o acesso inédito à elite do futebol carioca. Em 2008, o Duque de Caxias estreou no Campeonato Carioca de Primeira Divisão. A equipe caxiense terminou em 12º lugar, assegurando a última vaga para a Copa Rio de 2009. No segundo semestre, a equipe disputou a Copa Rio com um time muito desfalcado, e terminou em 6º lugar. Com a desistência da Associação Desportiva Cabofriense, que disputaria a Série C do Campeonato Brasileiro por ter sido vice-campeã da Copa Rio de 2007, e, ainda com com a recusa também de Bangu Atlético Clube, Nova Iguaçu Futebol Clube e Olaria Atlético Clube (3º, 4º, e 5º lugares respectivamente), o Duque de Caxias ganha a vaga para o Série C do Campeonato Brasileiro de 2008. O time ficou em 4º lugar na classificação geral na competição, garantindo assim a inédita vaga para o Campeonato Brasileiro da Série B de 2009. Em 2009, no primeiro semestre, o Duque de Caxias disputou o Campeonato Carioca a campanha foi irregular, e o clube terminou o campeonato na 13ª colocação.
Parabéns ao Caxias um time novo que vem demonstrando um bom futebol e competitividade. Duque de Caxias serve de exemplo aos times pequenos do Rio de Janeiro, mostrando que eles também podem disputar campeonatos importantes.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Inauguração da nova sede do ComCausa

Periferia Sustentável



De hoje até o dia 26 de novembro os alunos do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, promovem o III Seminário Periferia Sustentável.
O evento pretende articular os saberes acadêmicos com os fazeres artísticos, culturais e educacionais produzidos pela galera da periferia.

O evento terá palestras, conferências, oficinas e eventos culturais e será realizado no campus da FEBF, que fica na Rua General Manoel Rabelo, s/nº, na Vila São Luiz em Duque de Caxias.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do evento: http://www.periferiasustentavel.com/

O prêmio mais gostoso do cinema brasileiro



Pela quinta vez consecutiva o Cineclube Mate Com Angu, premia as melhores produções exibidas ao longo do ano nas suas sessões. Serão três produções premiadas com o troféu Angu de Ouro ( o prêmio mais gostoso do cinema nacional), o troféu que cada ano é confeccionado por um artista da região, foi produzido para essa edição pelo multi-artista Pablo Pablo.
Depois da sessão vai haver festa com o Dj João Xavi, que está de malas para prontas para a Europa.
O público que estiver presente na sessão pode votar e escolher o seu filme preferido, e os filmes que estão concorrendo são os seguintes:

Muro
De Tião.
Sinopse: Alma no vazio, deserto em expansão.
Brasil/PE, 2008, 18', cor e p&b, 35mm

Casa de Lama
De Rafael Chagas
Sinopse: O que fazer enquanto sua casa é alagada? Assim foi filmado e editado o filme.
Cabo Frio, RJ 5’:02” cor, digital

A Piscina do Peri
De: Fábio Galvão, Renato Dias, Chico Serra (Tv Morrinho)
Sinopse: O que acontece quando Peri resolve construir uma piscina no Morrinho e seu Vizinho Dricó está por perto? Episódio produzido para o canal Nickelodeon. Os realizadores do filme são de periferia.
Rio de Janeiro, 4’ cor

Trópico das Cabras
De: Fernando Coimbra
O casal em crise que parte do litoral para o interior de São Paulo num Chevette, para salvar ou perder de vez sua relação. Aos poucos, se entregam a um estranho jogo sexual com os desejos mais obscuros e secretos. Um jogo de atração e repulsão.
24’

Jornada ao umbigo do mundo
De: Alex Cassal e Alice Ripoll
Um grupo de guerreiros em uma viagem perigosa por uma paisagem em constante mutação. Em sua trajetória, estes heróis são devorados, desmembrados, irremediavelmente transformados pelo mundo que habitam. Um mundo de corpos que dançam, em que os limites e códigos corporais se transfiguram em novas possibilidades de significado e convivência.
06’:45”

Os Filmes que não Fiz
De: Gilberto Scarpa
Nos moldes dos documentários em que diretores de cinema famosos falam de seus filmes, com o respaldo de comentários de grandes atores hollywoodianos sobre seu talento e genialidade, "Os Filmes que não fiz" mostra de forma divertida e cínica a filmografia de um realizador completamente desconhecido que tem muitos projetos e roteiros, mas não tem nenhum filme produzido.
MG 2008, 16’

Suzy Brasil: a Deusa da Penha Circular
De Renata Than.
Suzy Brasil, a drag queen que hipnotiza platéias com seus shows em boates no Rio de Janeiro. Marcelo, o pacato professor de biologia do ensino médio. Ambos moradores da Penha Circular, coincidência?
Doc. Rio de Janeiro 20’

Sweet Karolyne
De: Ana Bárbara Ramos
Nem Elvis, nem Jarbas morreram. É tudo uma grande invenção
PB, 15'

Para Limpar Lágrimas
De: Paulo Leminski,Cristiana Miranda . inopse: A obra de Paulo Leminski do ponto de vista de quem vê de dentro de um diamante. Uma orquestração de relâmpagos. Um poema de amor
Doc . 10 Min . RJ. 2008

Release da Posse dos Novos Conselheiros para o Conselho Municipal de Cultura Biênio 2010 – 2011

O Conselho Municipal de Cultura e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Duque de Caxias promoverão a posse festiva dos novos Conselheiros Municipais de Cultura, Titulares e Suplentes, para o Biênio 2010-2011, no dia 24 de Novembro de 2009, às 17:30 na sede da Secretaria, Praça Roberto Silveira nº 31, 3º andar, Jardim 25 de Agosto, Duque de Caxias - RJ.



Neste ato serão empossados, os Conselheiros representantes da Sociedade Civil, eleitos na III Conferência Municipal de Cultura de Duque de Caxias, etapa da II Conferência Nacional de Cultura, realizada nos dias 25, 26 e 27 de Setembro de 2009, e os Conselheiros representantes do Poder Público, indicados pelos Órgãos Governamentais descritos na Lei 1.914. Na ocasião serão entregues Certificados e as Carteiras aos novos Conselheiros.



Pela Sociedade Civil foram eleitos na III Conferência:



1. Como Representante do Programa de Formação e Educação Comunitária – PROFEC na Cadeira de Artes Cênicas: Wilton Cruz, tendo como Suplente: Fabiana Michele Paixão Correa;



2. como Representante do Lar Dos Pimentinhas, Creche, Maternal e Jardim na Cadeira de Artes Plásticas: Cássia Ferreira da Silva, tendo como Suplente: Marco Aurélio Correa Bomfim;



3. como Representante do Instituto Mulheres com Propósito na Cadeira de Artesanato: Marcia Nascimento Francisco de Araújo, tendo como Suplente: Lia Maria Marcello Motta;



4. como Representante da Associação Cultural, Educacional e Social Manoel Aristides Santos – A.C.E.S.M.A.S. na Cadeira de Audiovisual: Renildo Gomes da Silva, tendo como Suplente: Francisca Raquele Barbosa Bernardi;



5. como Representante da Associação Carnavalesca de Duque de Caxias – ACDUC na Cadeira de Cultura Popular: Antonio Mendes Freire, tendo como Suplente: Roberto Alves Fonseca;



6. como Representante da Universidade do Grande Rio – UNIGRANRIO na Cadeira de Empresariado: José Geraldo da Rocha, tendo como Suplente: Maria Rita Resende Martins da Costa Braz;
7. como Representante da Associação de Capoeira Casa do Engenho. na Cadeira de História, Patrimônio Arqueológico, Arquitetônico, Artístico e Cultural: Walace Rocha dos Santos, tendo como Suplente: José Roberto Domingos;



8. como Representante do Centro Aplicado de Educação Multi-étnica – CAPEM na Cadeira de Literatura, Bibliotecas e Salas de Leitura: Daniela Francisca da Rocha, tendo como Suplente: João Costa Batista;



9. como Representante do Grupo Tia Angélica – GTA na Cadeira de Movimentos Populares: Sergio Ricardo de Souza, tendo como Suplente: João Carlos de Jesus Ferreira;



10. como Representante da Sociedade Musical e Artística Lira de Ouro na Cadeira de Música: Paulo Roberto Teixeira Lopes, tendo como Suplente: André Luiz Lopes Vianna;



11. como Representante do Espaço Cultural Afrodance na Cadeira de Produtores Culturais: Bernardete Pereira da Silva Calixto, tendo como Suplente: Suely Pereira da Silva Calixto;



Pelo Poder Público foram indicados:





1. Como Presidente, cumprindo o que reza a Lei 1914 a Secretária Municipal de Cultura e Turismo: Ana Lucia Fernandes Jensen;



2. como o outro representante da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo: Roberto Gaspari Ribeiro, tendo como Suplente: Alexandre dos Santos Marques;



3. como Representante da Secretaria Municipal de Assistência Social: Raul Elias de Souza Ribeiro, tendo como Suplente: Bárbara da Silva Santos;



4. como Representante da Secretaria Municipal de Educação: Felipe Lacerda de Melo Cruz, tendo como Suplente: Flávio José do Bonfim;



5. como Representante da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer: Gilson Ávila Ribeiro, tendo como Suplente: Sidnei Soares Pereira;



6. como Representante da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo: Carlos Sérgio Mendonça Dacier Lobato, tendo como Suplente: Mauri Vieira da Silva;



7. como Representante da Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento: Raslan Abbas Muhssen, tendo como Suplente: Mauro Barbosa Carvalhaes;



8. como Representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico: Carlos Alberto Souza de Miranda, tendo como Suplente: Neysa Yane Barreto Ayache;



9. como Representante da Secretaria Municipal de Governo (Assessoria de Comunicação): Fernanda Pereira da Silva, tendo como Suplente: Luciana de Figueredo Morais;



10. como Representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento: Aldair Alves de Souza, tendo como Suplente: Ovídio Simas Ferreira;



11. como Representante da Câmara Municipal de Duque de Caxias: Tania Maria da Silva Amaro de Almeida, tendo como Suplente: Roselena Braz Veillard.



A III Conferência Municipal de Cultura de Duque de Caxias foi Etapa da II Conferência Nacional, e por isso definiu Delegados para a Conferência Estadual de acordo com o número de envolvidos nas pré-conferências e na Conferência. Como tivemos 380 pessoas, como número total de participantes, das pré-conferências, que aconteceram nos meses de junho, julho e agosto, respectivamente em Xerém, Imbariê e Jardim Primavera até a III Conferência, nossa cidade se credenciou a enviar 19 Delegados (5% do total), 2/3 da Sociedade Civil e 1/3 do Poder Público, para a Conferência Estadual que acontecerá nos dias 14 e 15 de dezembro de 2009, na cidade do Rio de Janeiro.

O Regimento Interno da III Conferência Municipal definiu que serão os onze Conselheiros da Sociedade Civil eleitos, os dois subsequentemente mais bem votados e mais seis indicados pelo Poder Público para compor a delegação de Duque de Caxias para a Conferência Estadual de Cultura.



Na posse contaremos ainda com as seguintes atividades culturais:



1) Exposição organizada pelos Conselheiros da Cadeira de Artes Plásticas: Cássia Ferreira da Silva e Marco Aurélio Correa Bomfim, como representantes do Lar Dos Pimentinhas, Creche, Maternal e Jardim;



2) Apresentação de Dança organizada pelos Conselheiros da Cadeira de Produtores Culturais: Bernardete Pereira da Silva Calixto e Suely Pereira da Silva Calixto, como representantes do Espaço Cultural Afrodance;



3) Apresentação de Maculelê organizada pelos Conselheiros da Cadeira de História, Patrimônio Arqueológico, Arquitetônico, Artístico e Cultural: Walace Rocha dos Santos e José Roberto Domingos como representantes da Associação de Capoeira Casa do Engenho;



4) Apresentação Teatral organizada pelos Conselheiros da Cadeira de Artes Cênicas: Wilton Cruz e Fabiana Michele Paixão Correa como representantes do Programa de Formação e Educação Comunitária – PROFEC.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

4° Jornada Cultural na Baixada Fluminense

4° EON Batalha em Santa Lucia

A Estratégia de Transformação Social em Malatesta

LINK: http://www.alquimidia.org/farj/index.php?mod=pagina&id=4058

Por Felipe Corrêa

A proposta de transformação social em Malatesta tem como guia o
anarquismo. Sendo este entendido pelo italiano não como sistema
filosófico, mas como ideologia, possuindo então o objetivo transformar a
realidade do sistema capitalista e estatista em socialismo libertário, ou
como ele se referia, em “anarquia”, sendo ela entendida como “sociedade
organizada sem autoridade”. Dessa maneira, o “anarquismo é o método para
realizar a anarquia”.[1]

Assim compreendido, o anarquismo de Malatesta é voluntarista, ou seja, não
se baseia na concepção de que o socialismo, ou mesmo a anarquia, é
inevitável, ou uma conseqüência obrigatória do desenvolvimento da
sociedade. Baseia-se, ao invés disso, na concepção de que só a vontade
organizada do povo é capaz de produzir a transformação social necessária,
realizando a revolução social e abrindo caminho ao socialismo com
liberdade.

Para Malatesta, o socialismo é um sistema em que “ninguém possa explorar o
trabalho de outrem, graças à monopolização dos meios de produção; que
ninguém possa impor sua própria vontade a outros por meio da força bruta
ou, o que é pior, graças à monopolização do poder político”.[2] A
liberdade, ou “liberdade social” é a “igual liberdade para todos, e uma
igualdade de condições que possa permitir a todos e a cada um agir como
bem entende, tendo, como único limite, o que impõem as necessidades
naturais inelutáveis e a igual liberdade de todos”.[3]

Malatesta, para a realização desta transformação, concebeu uma certa
estratégia que buscava encontrar os meios necessários para que chegasse ao
fim desejado. Tratou, insistentemente, da questão da organização,
polemizando com anarquistas individualistas e anti-organizacionistas,
argumentando que “permanecer isolado, agindo ou querendo agir cada um por
sua conta, sem se entender com os outros, sem preparar-se, sem enfeixar as
fracas forças dos isolados, significa condenar-se à fraqueza, desperdiçar
sua energia em pequenos atos ineficazes, perder rapidamente a fé no
objetivo e cair na completa inação”[4] Para ele, o remédio contra a
exploração, e mesmo contra o isolamento, é a organização.

Concebida como “coordenação de forças com um objetivo comum, e obrigação
de não promover ações contrárias a este objetivo”[5] a organização é a
única forma de articular o povo, transformando a força que nele está
latente em força real. Com organização, pode haver aumento progressivo
desta força social, oferecendo a possibilidade de imprimir à sociedade tal
transformação social desejada.

Desta forma, a organização é pensada em quatro perspectivas “a organização
em geral, como o princípio e condição da vida social, hoje, e na sociedade
futura; a organização do partido anarquista e a organização das forças
populares.”[6] A organização do sistema atual, ou seja, o ponto de
partida, a organização da sociedade futura, ou seja, o ponto de chegada.
Neste esquema estratégico, entram a organização das forças populares e do
próprio anarquismo como meios de se sair de onde está para se chegar onde
se deseja.

Para tanto, Malatesta propôs um modelo de organização anarquista que fosse
concebida como “o conjunto dos indivíduos que têm um objetivo em comum e
se esforçam para alcançá-lo, é natural que se entendam, unam suas forças,
compartilhem o trabalho e tomem todas as medidas adequadas para
desempenhar esta tarefa”[7]. Organização esta, que trabalha com certa
disciplina, entendida como “a coerência com as idéias aceitas, a
fidelidade aos compromissos assumidos, é se sentir obrigado a partilhar o
trabalho e os riscos com os companheiros de luta”[8]. Esta organização
está articulada no âmbito político e ideológico e tem como objetivo a
aplicação de uma política revolucionária nos movimentos populares, que são
fruto da luta de classes, garantindo que seus meios de luta apontem para
os fins desejados.

Para tanto, segundo o italiano, a organização anarquista deve buscar
inteiração com estes movimentos populares, que na sua época eram mais
claramente identificados nos sindicatos. Este âmbito social – constituído
pelos movimentos sociais ou “movimentos de massa”, como eram conhecidos –
se devidamente organizado, pode promover a revolução social. Apesar disso,
recomendava Malatesta que estes movimentos não devem ser “ideologizados”
pelos anarquistas – ele não defendia, por exemplo, sindicatos anarquistas
– mas sim, serem o espaço privilegiado de propaganda ideológica do
anarquismo. Portanto, uma inteiração entre a organização anarquista e os
movimentos populares não anarquistas seria inevitável.

A partir desta inteiração, escreveu Malatesta, “queremos agir sobre ela [a
massa] e impeli-la ao caminho que acreditamos ser o melhor, mas como nosso
objetivo é libertar e não dominar, queremos habituá-la à livre iniciativa
e à livre ação”.[9] Considerando a organização anarquista uma organização
de minoria ativa, que atua no seio dos movimentos populares de forma
antiautoritária, Malatesta defende sua posição:

"Não queremos ‘esperar que as massas se tornem anarquistas’ para fazer a
revolução; tanto mais de que estamos convencidos de que elas nunca se o
tornarão se inicialmente não derrubarmos, pela violência, as instituições
que as mantêm em escravidão. Como precisamos do concurso das massas para
constituir uma força material suficiente, e para alcançar o nosso objetivo
específico que é a mudança radical do organismo social graças à ação
direta das massas, devemos nos aproximar delas, aceitá-las como elas são
e, como parte das massas, fazê-las ir o mais longe possível. Isso, se
quisermos, evidentemente, trabalhar de fato para realizar, na prática,
nossos ideais, e não nos contentar em pregar no deserto, para a simples
satisfação de nosso orgulho intelectual."[10]

Portanto, desta forma, é inevitável um confronto do anarquismo, manifesto
por meio da organização anarquista, com a realidade da luta de classes,
onde estão pessoas de ideologias diferentes. Assim, este “anarquismo
social” de Malatesta, longe de fechar-se em si mesmo, amplia-se, buscando
influenciar os movimentos e lutas sociais o quanto for possível, por meio
da propaganda, fazendo com que funcionem “da maneira mais libertária
possível”. Isto significa, na prática, influenciá-los às práticas
classistas, combativas, autônomas, de ação direta e democracia direta.

Nesta inteiração do âmbito político com o social, Malatesta recomendava
aos anarquistas não confundirem os meios (os movimentos populares) com os
fins (o socialismo libertário). Dizia ele que “o movimento operário não é
mais do que um meio – embora não há dúvida de que é o melhor meio de que
dispomos. Mas eu me recuso a aceitar esse meio como um fim.”[11] Os
anarquistas devem, portanto, “seguir sendo anarquistas manter-se sempre em
entendimento com os anarquistas e lembrar que a organização operária não é
um fim, mas simplesmente um dos meios, por importante que seja, para
preparar o advento da anarquia”[12]. Por este motivo, parte do trabalho da
organização anarquista, quando em contato com os movimentos populares, é
defender uma visão de longo prazo, ou seja, um projeto político
revolucionário que faça do movimento um meio para a sociedade futura e não
um fim em si mesmo. No entanto, este meio constituído movimentos em luta,
ao invés de buscar somente um fim distante, do socialismo libertário, é
também responsável pela mobilização que deve conquistar e promover a
melhoria das vidas do povo. Assim, são incitados “os trabalhadores a
querer impor todas as melhorias possíveis e impossíveis, e é por isso que
gostaríamos que eles não se resignassem a viver em más condições hoje,
esperando o paraíso futuro”.[13] Para que estas conquistas aconteçam,
Malatesta recomenda:

"é preciso arrancar do governo e dos capitalistas todas as melhorias de
ordem política e econômica que podem tornar menos difíceis para nós as
condições da luta e aumentar o número daqueles que lutam conscientemente.
É preciso, portanto, arrancá-las por meios que não impliquem o
reconhecimento da ordem atual e que preparem o caminho ao futuro."[14]

A luta de classes, expressa na luta dos movimentos populares, pode então
melhorar imediatamente a vida daqueles que estão em luta, mas também pode
ser a força que aponta para a revolução social.

Malatesta colocava ser impossível a separação da revolução social e da
violência. Enfatizava, que esta revolução, “conduzida como a concebem os
anarquistas, é a menos violenta possível; ela procura interromper toda
violência tão logo cesse a necessidade de opor a força material à força
material do governo e da burguesia”[15]. Tão logo o funcionamento do
socialismo libertário esteja garantido, a violência deverá ser
interrompida. Continua Malatesta sobre a violência, enfatizando:

"Os anarquistas só admitem a violência como legítima defesa; se hoje eles
são a favor da violência é porque consideram que os escravos estão sempre
em estado de legítima defesa. Mas o ideal dos anarquistas é uma sociedade
na qual o fator violência terá desaparecido completamente e este ideal
serve para frear, corrigir e destruir este espírito de violência que a
revolução, como ato material, teria a tendência a desenvolver."[16]

Grande parte dos escritos de Malatesta busca ainda advertir para os meios
equivocados de se buscar a transformação social. Em especial, como foi
muito colocado por toda tradição clássica anarquista, a incapacidade de o
Estado ser um meio adequado para a transformação social, posição defendida
pela escola autoritária do socialismo durante toda a história.
Independente se a “conquista” do Estado é feita pela revolução ou por
meios reformistas, o fato é que Malatesta também defendeu, assim como
Bakunin no seio da AIT, que a partir do momento que se conquista o Estado,
aqueles que querem ser protagonistas da transformação, terminam como uma
nova classe de exploradores. Em relação aos revolucionários, Malatesta fez
críticas à concepção autoritária de socialismo, que considera o Estado e a
ditadura como meios de se chegar ao comunismo. Para Malatesta, a posição
dos comunistas autoritários sustenta “a ditadura de um partido, ou melhor,
dos chefes de um partido; é uma ditadura verdadeira, no sentido próprio do
termo, com seus decretos, suas sanções penais, seus agentes de execução e,
sobretudo, sua força armada”.[17]

Em relação à estratégia eleitoral dos socialistas reformistas, colocou que
“somos firmemente contrários a toda participação nas lutas eleitorais e a
toda colaboração com a classe dominante; queremos aprofundar o abismo que
separa o proletariado do patronato e tornar a luta de classes cada vez
mais aguda”[18]. Os reformistas, quando se propuseram à conquista do poder
político do Estado pelas eleições, “não podiam senão moderar cada vez mais
seu programa, pôr-se a estabelecer relações de colaboração mais ou menos
disfarçada com as classes burguesas, procurar amigos e proteção nas
esferas governamentais, sufocar o espírito revolucionário que despertavam
nas massas”.[19]

Assim, por meio da discussão dos meios adequados e não adequados para a
transformação social desejada pelos anarquistas, Malatesta defende a
máxima libertária, da coerência entre fins e meios, quando escreve que “os
fins e os meios estão intimamente ligados, sem dúvida nenhuma, se bem que
a cada fim corresponde, de preferência, tal meio, ao invés de tal outro;
assim, também, todo meio tende a realizar o fim que lhe é natural,
inclusive fora da vontade daqueles que empregam este meio, e contra
ela”.[20]

Nada mais atual, se observarmos com cuidado a história.


Notas::

1. Errico Malatesta. “Anarquismo y Anarquia”. Excerto de Pensiero e
Volontà, 1 de setembro de 1925. In: Vernon Richards. Malatesta:
pensamiento y acción revolucionarios. Buenos Aires: Anarres, 2007 p. 21.
2. Idem. “Socialismo e Anarquia”. In: Anarquistas, Socialistas e
Comunistas. São Paulo: Cortez, 1989 p. 7.
3. Idem. “Enquanto Isso...”. In: Anarquistas, Socialistas e Comunistas p.
101.
4. Idem. “A Organização II”. In: Escritos Revolucionários. São Paulo,
Imaginário, 2000 p. 55.
5. Ibidem. p. 59-60.
6. Idem. “A Organização I”. In: Escritos Revolucionários p. 49.
7. Idem. “A Organização II”. In: Escritos Revolucionários p. 55.
8. Idem. “Ação e Disciplina”. In: Anarquistas, Socialistas e Comunistas p.
24.
9. Idem. “Enfim! O que é a ‘Ditadura do Proletariado’”. In: Anarquistas,
Socialistas e Comunistas p. 87.
10. Idem. “A Propósito da Revolução”. In: Anarquistas, Socialistas e
Comunistas p. 55.
11. Idem. “Sindicalismo: A Crítica de um Anarquista”. In: George Woodcock
(org). Os Grandes Escritos Anarquistas. Porto Alegre: LP&M, 1998 p. 208.
12. Idem. “Los Anarquistas y los Movimientos Obreros”. Excerto de Pensiero
e Volontà, 16 de abril de 1925. In: Vernon Richards. Malatesta:
pensamiento y acción revolucionarios p. 122.
13. Idem. “Quanto Pior Estiver, Melhor Será”. In: Anarquistas, Socialistas
e Comunistas p. 67.
14. Idem. “‘Idealismo’ e ‘Materialismo’”. In: Anarquistas, Socialistas e
Comunistas p. 141.
15. Idem. “Uma Vez Mais sobre Anarquismo e Comunismo”. In: Anarquistas,
Socialistas e Comunistas p. 70.
16. Ibidem.
17. Idem. “Carta a Luigi Fabbri sobre a ‘Ditadura do Proletariado’”. In:
Anarquistas, Socialistas e Comunistas p. 60.
18. Idem. “Os Anarquistas e os Socialistas – Afinidades e Oposições”. In:
Anarquistas, Socialistas e Comunistas p. 32.
19. Idem. “No Campo Socialista”. In: Anarquistas, Socialistas e Comunistas
p. 45.
20. Idem. “Socialismo e Anarquia”. In: Anarquistas, Socialistas e
Comunistas p. 6.


--
Federação Anarquista do Rio de Janeiro - FARJ
farj@riseup.net
www.farj.org

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Fotos do CineFEBF_Consciência Negra: Quem tem?





Valeu a tod@s que participaram para que essa sessão acontecesse. Um abraço especial para o Thiaguinho (nosso Web desing), Lúcia, Coutinho, Thiago Leite, Romeica, Zene, Barba, monique, Kdu, Thaís... geral que mandou boas energias.
Brigadão ao Antonio Carlos da Biblioteca Comunitária Solano Trindade por trazer as poesias. O varal estava Show!

Boracaxias

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mês da Consciência Negra

A partir da década de 1970 o movimento negro brasileiro passou a se reorganizar e reivindicar o 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, como dia nacional da Consciência Negra. Essa data é uma crítica ao 13 de maio e parte de 2 premissas: A liberdade não foi um presente dos brancos e nem gerou a reparação de 300 anos de escravidão. Dessa forma, novembro surge como um novo pólo de afirmação política e ideológica.
Esse é o momento para lembrar que as nossas terras trópicais foram lavadas com o sangue negro. Entender que o negro foi um tempero quente e forte, lançado no caldeirão de barro que, junto com o sangue indígena e do europeu, formaram essa face morena. O negro africano deglutinou e foi deglutinado pelo Brasil. Foi tragado pelas entranhas desse gigante dos trópicos. Antropofagia de Mario de Andrade...
Hoje os negros, seus descendentes e suas misturas dão ao Brasil uma tonalidade singular. LINDA!
Não estamos aqui para dizer que está tudo bem com os negros e que eles estão às mil maravilhas. NÃO. Temos que desmitificar a democracia racial, lutar contra o preconceito e enfrentar o fato dos negros ocuparem a base da pirâmide social, com os piores cargos e salários. No entanto, para realizar essa crítica, nos inspiraremos em Solano Trindade, que com arte fez política e com poesia apresentou um negro humano, brasileiro e lutador. Por falar nisso... EU QUERO O MUSEU SOLANO TRINDADE!

Por Henrique Silveira

OFÍCIO DA COMTREM PARA AS AUTORIDADES E ENTIDADES

Prezado(a) Senhor(a):

A COMTREM (Comissão de Luta pelo Trem), movimento popular que se articula na defesa e melhoria do transporte ferroviário nas cidades de Duque de Caxias, Magé e Guapimirim-RJ, vem solicitar apoio para as necessárias melhorias urgentes no ramal Vila Inhomirim, com a implantação do trem VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) nos moldes já implantados em outras cidades brasileiras.O ramal Vila Inhomirim, administrado pela Super Via, tem 15 km de malha ferroviária com trens movidos por antigas e precárias locomotivas a diesel. Estes levam 45 minutos para percorrer o pequeno trecho que atende a grandes populações dos municípios de Duque de Caxias e Magé; com parada nas estações de Saracuruna, Parada Morabi, Imbariê, Manoel Belo (Santa Lúcia), Parada Angélica, Piabetá, Fragoso e Raiz da Serra.Dada a situação de abandono do ramal, com serviços de péssima qualidade e precárias condições dos trens em uso, que não atendem à demanda da população local. E com base em informações adquiridas com a CBTU (Cia Brasileira de Trens Urbanos) vemos na implantação do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) no ramal de Vila Inhomirim, a possibilidade de uma modernização viável, rápida e eficaz. Oferecendo um serviço de transporte ferroviário digno, de qualidade e eficiente para seus passageiros com viagens mais rápidas, seguras, confortáveis e contínuas.O VLT - Veículo Leve Sobre Trilhos é um trem moderno, fabricado no Brasil, movido a combustíveis diversos, que utiliza trilho de bitola de 1 metro , os mesmos usados nos 15 km do ramal de Vila Inhomirim (o que, certamente, favorece a sua implantação) além de atender, em outros aspectos, especificidades da região.A melhoria do ramal de Vila Inhomirim contribuirá em muito com o desenvolvimento humano e local da região, favorecendo a acessibilidade/locomoção de trabalhadores e estudantes, incentivando o comércio local e a geração de trabalho e renda na região.Contamos com vosso apoio na sensibilização do governo do Estado do Rio de Janeiro, a fim de que seja encaminhado e realizado os investimentos necessários para implantação do VLT no sistema ferroviário do Ramal Vila Inhomirim. Atenciosamente,COMTREM (Comissão de Luta pelo Trem)

comtrem.comissaodelutapelotrem@gmail.com

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Relato do Forum de Juventude

Antes de qualquer coisa gostaria de dizer que se você recebeu esse e-mail é por que você faz parte dos aproximados 18% da população de jovens de Duque de Caxias ou então é um jovem atuante, que não aceita ficar quieto diante das injustiças desse mundo.

Talvez você não saiba, mas nos últimos dias ocorreu em nossa cidade um evento intitulado com “FÓRUM MUNICIPAL DA JUVENTUDE DE DUQUE DE CAXIAS”, fórum esse pouco ou nada publicizado, digo isso, pois em nenhum momento vi um folheto, faixa, divulgação em rádio, carro de som, jornal, e-mail, comunidade de Orkut, MSN ou outro meio de comunicação, as forças políticas do município também não foram convocadas, apenas as que fazem parte do grupo do atual governo (DEM, PV e PSDB), governo esse que convocou tal fórum, o que é inadmissível.

Desculpe-me a expressão chula que irei usar para definir esse evento, para mim esse fórum foi feito “nas coxas” debaixo dos panos?? e no apagar das luzes.

Mas nem tudo está perdido, em pleno domingo de sol, onde muitos gostariam de está na praia ou dormindo um pouco mais, mas ao invés disse um grupo de jovens se reuniram no Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense em Caxias num encontro de juventude, estavam presentes nesse encontro entidades como a Pastoral da Juventude, JSB, PVNC, Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, PROFEC, Projeto Luar de Dança, Irmãs Catequistas Franciscanas, entre outras entidades, confesso que mesmo já tendo participado de outros encontros de juventude em outros lugares, fiquei impressionado ao ver aquele grupo expressando suas opiniões, com a vontade de fazer algo realmente sério, da forma que deve ser.

É muito estranho esse interesse do poder público na formação desse conselho de juventude, pois é para isso que serve o fórum, para constituir o conselho municipal de juventude, conselho esse que pensará no PPJ (Políticas Públicas para Juventude), será que esse interesse não é porque nos próximos anos o governo municipal receberá muitas verbas de programas destinados para juventude e que precisará do aval de um conselho? E o que podemos esperar de um conselho convocado pelo poder público? Será que esse conselho irá lutar pela nossa juventude, nossos interesses ou irá ser mais um braço do governo?

Não podemos aceitar isso.

É por isso que conto com você nessa luta, talvez você faça parte de alguma entidade, seja uma liderança na sua comunidade ou então seja apenas um jovem que anseia por justiça, por igualdade e por um futuro melhor.

Dia 28/11 às 17h está marcado um novo encontro na sede do Sindicato dos Bancários de Caxias, gostaria da sua presença lá.



“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros”.(Ernesto Guevara de la Serna)

Por Douglas Moreira - JSB CAXIAS

sábado, 7 de novembro de 2009

10º Seminário Nacional do CUCA


Previsto para acontecer na cidade do Rio de Janeiro, com o tema Juventude, Cultura e Política, o evento vai reunir integrantes do CUCA de todo Brasil, diretores de cultura de entidades estudantis estaduais e de DCEs e representantes de Pontos de Cultura.

O Seminário do CUCA deverá promover a integração e o fortalecimento dos vínculos entre a rede dos estudantes e a rede dos pontos de Cultura, além de estabelecer trocas de saberes e consolidar redes de solidariedade e intercâmbio cultural. O Seminário discutirá de forma aprofundada os temas referentes às relações entre cultura, juventude e política, em sintonia com as resoluções dos Fóruns Nacionais dos Pontos de Cultura.

O 10º Seminário Nacional do CUCA realizará sua abertura com um debate sobre seu próprio tema. Essa discussão contará com convidados da UNE, da Secretaria Nacional de Juventude, Ministério da Cultura e da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, parceiros do evento.

Veja mais no Blog do evento http://seminariocuca.blogspot.com/

Situação do Estado



A UERJ vem sofrendo um processo de anos de precarização causada pela falta de repasse de recursos do estado. Os últimos 10 anos foram particularemnte bastante áridos para a Universidade: falta tudo, desde rajuste salarial até concursos para novos servidores.

Diego Novaes

Vale Cultura

Aprovado o Projeto de Lei nº 5.789/2009, que institui o Programa de Cultura do Trabalhador e cria o Vale-Cultura. O texto, que tramita em regime de urgência, seguirá para o Senado Federal onde terá 45 dias para ser analisado e votado pelos parlamentares.

O vale mensal de R$ 50 poderá ser distribuído a trabalhadores de empresas privadas que recebam até cinco salários mínimos. O benefício visa incentivar a frequência a teatros, cinemas, museus, shows, além da aquisição de livros e outros produtos culturais.

O texto aprovado refere-se ao substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), de autoria da deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), que estende o Vale-Cultura aos servidores públicos e aos estagiários. O texto prevê, ainda, a inclusão de trabalhadores com deficiência que ganham até sete salários mínimos mensais.

Votada e aprovada em separado a emenda - de autoria do deputado Fernando Coruja (PPS-SC) - que estende o Vale-Cultura, com valor de R$ 30, aos aposentados que recebam até cinco mínimos.

Também foi incorporado ao PL 5798/2009 a emenda do deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), relator pela Comissão de Educação e Cultura (CEC), que inclui entre os objetivos do programa o estímulo à visitação de estabelecimentos que proporcionem a integração entre a ciência, a educação e a cultura.

Os estabelecimentos que aderirem ao Programa de Cultura do Trabalhador poderão descontar, do imposto de renda devido, o valor gasto com o benefício. A dedução será limitada a 1% do imposto e pode ser usada apenas pelas empresas tributadas com base no seu lucro real.

As áreas definidas pelo PL 5798/2009 para uso do vale são artes visuais, artes cênicas, audiovisual, literatura e humanidades, música e patrimônio cultural. O repasse dos R$ 50 deverá ser feito, preferencialmente, por meio de cartão magnético. O vale em papel só será permitido quando for inviável o uso do cartão.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Fórum de Juventude de Duque de Caxias



O encontro visa contribuir na criação do Fórum da Juventude, através da formação e informação, para o fortalecimento de um espaço de discussão da juventude em Duque de Caxias.

08 de Novembro de 2009

ABERTURA: 08:30H
TERMINO: 12H

LOCAL: SINDICATO DOS BANCARIOS
R. Prof. Henrique Ferreira Gomes, 179 - Vila Meriti, Duque de Caxias - RJ, 25020-220.
MAIORES INFORMAÇÕES: 21 2776-5906 / 21 2676-1365 – Cíntia Maria (Profec)
21 7858-2368 – Leonardo (Pastoral da Juventude)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cineclube da FEBF




No dia 20/10/09 rolou a primeira sessão do cineclube da FEBF. Ficou muito boa. Mais um ponto de encontro com o cinema, com amigos, com novas idéias...
Mês que vem tem mais. Sessão comemorando o mês da consciência Negra.
Não percam!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Livro de Rua no Espaço Cultural Afro Dance

Domingo, dia 18/10/09, o Espaço Cultural Afro Dance (ECAD) comemorou o dia das crianças com brincadeiras, doces, danças, diversão e LIVROS.

O ECAD possui aulas de capoeira, taekwondo, dança afro, hip hop, alfabetização para jovens e adultos, reforço escolar, festas e eventos. Suas linhas de ação estão direcionadas a saúde da mulher negra, geração de trabalho e renda, questões de gênero, tendo um trabalho voltado para crianças e mulheres do 3º Distrito e arredores.

Numa parceria entre o Instituto Ciclos do Brasil e o ECAD foi inaugurada a Biblioteca da Liberdade no local. Agora, as diversas pessoas que freqüentam esse espaço também terão o acesso à riqueza proporcionada pelos livros e pela leitura.

Livro de Rua é um projeto do Instituto Ciclos do Brasil que visa democratizar a leitura. Em nosso país os índices de leitura são muito baixos, mais de 70% da população nica freqüentou uma biblioteca. Entendemos todos os espaços da cidade como espaços de leitura, por isso temos o objetivo de transformar todo o Brasil em uma grande biblioteca pública sem paredes.

Cada Biblioteca da Liberdade montada, cada livro liberto, cada pessoa envolvida é um passo para a construção de um país de leitores.

Participe você também!!





Fotos do Livro de Rua no ECAD





quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cineclube da FEBF - 20/10/09 - 18:00


A 1° sessão do cineclube da FEBF
Dia 20/10/09, às 18:00, no pátio da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense.
Rua General Manoel Rabelo, s/nº - Vila São Luis - Duque de Caxias

"QUE VENHAM COM SEUS TRUQUES E SEUS PODERES"

1-AnguTV! - 5 anos bicando as canelas (11:57)
Em seu quinto episódio a AnguTv! comemora os cinco anos do Cineclube Mate com Angu!

2- Cinema é marisia (21:27)
Panorama do movimento cineclubista da década de 50e 60 e as exibições na Cinemateca do MAM. Depoimantos de Cacá Diegues e outros.

3- Manifesto Glauber Rocha (5:28)
Documentário realizado a partir de montagens de entrevistas e filmes de Glauber Rocha, onde sintetizam os principais ideais deste gênio do cinema.

4- Quem cala consente (8:48)
Estudantes da FEBF entrevistam celebridades, pessoas que fizeram história e, como quem CALA CONSENTE, os entrevistados concordam com tudo, claro que em silêncio

5- Ani-Cinema (2:18)
Video sobre o que é o Coletivo Anti Cinema. Apresentado por Slow da BF. Personalidade ilustre no rap da Baixada Fluminense.

6- Puro Osso (8:22)
Billy e mandy e o chupa maflaba.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Reciclagem do óleo de fritura usado




Vivemos um período de mudanças e tranformações. É crise econômica, ambiental, de valores e etc. No meio de toda essa confusão, temos uma certeza: devemos contruir uma relação mais harmônica com a natureza. Uma sociedade sustentável.

A coleta de óleo de fritura usado é uma das novas práticas que devemos ter no nosso cotidiano, assim com economizar água, separar o lixo reciclável, economizar energia e etc. O óleo que seria lançado no esgoto, poluindo ainda mais nossos rios e mares, será reciclado e transformado em produtos de limpeza.

Essa semana, entreguei 4 litros de óleo no E.M. Carmem Corrêa, Imbariê, Duque de Caxias. A escola tornou-se um PONTO DE COLETA em parceria com uma Ong.

Esperamos que a iniciativa de certo e que mais pessoas participem doando seu óleo de fritura usado.

Participe. Esse planeta também é seu.

A E.M. Carmem Corrêa fica na Av.Coronel Sisson, em frente ao mercado DALLENAS.

domingo, 4 de outubro de 2009

XII EREGEO - 2009 - Campinas

Tem gente com fome




Solano Trindade

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Piiiiii
Estação de Caxias
de novo a dizer
de novo a correr
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Vigário Geral
Lucas
Cordovil
Brás de Pina
Penha Circular
Estação da Penha
Olaria
Ramos
Bom Sucesso
Carlos Chagas
Triagem, Mauá
trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dzier
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar
Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Só nas estações
quando vai parando
lentamente começa a dizer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
Mas o freio de ar
todo autoritário
manda o trem calar
Psiuuuuuuuuuuu

Dois motivos para construção do Museu Solano Trindade.

1° – Valorização da vida e da obra de um artista que contribuiu, em diversas áreas, para a construção de nossa riqueza cultural.

2° – Ampliação do número de equipamentos culturais em Duque de Caxias. Nossa cidade tem muito dinheiro e precisa investir em cultura.

Breve biografia do Solano Trindade




O ator, poeta e pintor Solano Trindade nasceu em Recife, em 1908. Era filho do sapateiro Manuel Abílio e da quituteira Merença (Emerenciana). Estudou no Liceu de Artes e Ofícios e, nos anos 30, começa a escrever seus primeiros poemas. Em 1934, participa do I e II Congressos Afro-Brasileiros, em Recife e Salvador. Em 1936, funda a Frente Negra Pernambucana e o Centro de Cultura Afro-Brasileiro. Em 1940 transfere-se para Belo Horizonte/MG, Pelotas (RS) (onde organiza um grupo de cultura popular), mas, em 1941, após breve passagem por Recife, dirige-se à capital federal: o Rio de Janeiro.
No Rio, o seu ponto de encontro com poetas, intelectuais, jornalistas e artistas é o Café Vermelhinho. Ingressa no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Muda-se para Duque de Caxias e atua até 1955 nos movimentos culturais da cidade. Participou da Escola de Samba Cartolinhas de Caxias, que posteriormente une-se a outras e dão origem a Escola de Samba da Grande Rio. No início dos anos 50, Solano, Margarida Trindade (sua esposa) e o sociólogo Edson Carneiro fundam o Teatro Popular Brasileiro (TPB). A proposta do TPB tinha como foco a “cultura popular” e as suas manifestações artísticas.
Ao visitar a cidade de Embu, na região metropolitana de São Paulo, Solano se encantou com o clima da cidade e acabou adotando-a como sua residência. Nela organizou festas, exposições e criou junto com Assis a feira de artesanato do Embu. Durante este período, em 1964, seu filho, Francisco, preso pela ditadura militar, morre na prisão (ele integrava o grupo dos 11 de Brizola).
Em 20 de fevereiro de 1974, na cidade do Rio de Janeiro, falece Solano Trindade, no Rio de Janeiro.
Entre os principais livros publicados por Solano estão Poemas de uma vida simples (1944), Seis tempos de poesia (1958) e Cantares do meu povo (1963).
Em Poemas de uma vida simples (1944) está o seu poema mais conhecido (Tem gente com fome) que foi gravado, em 1979, pelo grupo Secos e Molhados e interpretado pelo cantor Ney Matogrosso. O poema “Tem Gente com Fome” lhe custou uma prisão e a apreensão os exemplares do livro. Ao lado da poesia, o teatro e o estudo das manifestações da cultura negra e popular.
Neste sentido, a poética e o intenso labor artístico de Solano Trindade estão muito além do que se convencionou classificar, de forma pejorativa na maioria das vezes, de uma estética-poética “negra” ou “folclórica”. O seu método era sintetizado na frase: “Pesquisar na fonte de origem e devolver ao povo em forma de arte.”
Ou seja, o papel do artista é o de defrontar o povo com aquilo que ele mesmo produz para que ele (o povo) se veja como sujeito criador de cultura homens e mulheres do povo.e sentido para o mundo. Desta maneira, o artista cumpre o seu papel criativo de intérprete/desconstrutor da realidade e, ao mesmo tempo, se liga historicamente às aspirações e dilemas dos homens e mulheres do povo.

Em defesa da democracia na América Latina




O golpe em Honduras é inaceitável. É um ataque a democracia.

FORA GOVERNO GOLPISTA!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Meia Passagem já


JÁ OCORRERAM 2 AUDIÊNCIAS PÚBLICAS NA CÂMARA MUNICIPAL DE DUQUE DE CAXIAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA MEIA PASSAGEM NA CIDADE.
PRECISAMOS LOTAR AS PRÓXIMAS REUNIÕES E PRESSIONAR OS VEREADORES PARA APROVAREM ESSA LEI.
QUANDO EU TIVER AS DATAS POSTAREI NO BLOG E EM OUTROS CANAIS.
TOD@S PRECISAM AJUDAR NA DIVULGAÇÃO DA CAMPANHA.

ESSA É UMA MEDIDA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL QUE BENECIFIARÁ MILHARES DE ESTUDANTES E DARÁ MAIS CONDIÇÕES DOS MESMOS TERMINAREM SEUS CURSOS.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Conferência Municipal de Educação - Rio de Janeiro






Neste último final de semana aconteceu a conferência municipal de educação da cidade do Rio de Janeiro no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ).

A Conferência Nacional de Educação – CONAE é um espaço democrático proposto pelo Ministério da Educação de modo a garantir que toda a sociedade brasileira possa participar De um amplo debate sobre a Educação Nacional, visando a construção de um novo sistema Nacional de Educação.
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Todo o debate preparatório para a CONAE será orientado por um Documento Referência publicado na página www.mec.gov.br do Ministério da Educação. e o Tema Central da CONAE é: “Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: O Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação”

O Projeto Livro de Rua participou ativamente da atividade e tentou diálogar com o conjunto de delegados e delegadas sobre a importância da democratização da leitura em nosso país.

Libertamos cerca de 300 Livros, e fizemos inúmeros contatos com outros apaixonados pela cultura e educação.

Agora é arrecadar mais livros e libertar na conferência estadual. Contamos com tod@s.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Livro de Rua – Personalidade Literária 2009


Nesta quinta feira, 27 de agosto o Projeto Livro de Rua, através de seu coordenador Pedro Gerolimich, recebeu o prêmio, Personalidade de destaque em Literatura 2009 do Fórum Cultural da Baixada Fluminense.

Essa foi a 8º edição do prêmio, ao qual teve recorde de inscrições e de público, mais de 800 pessoas participaram da festa que contou com diversos grupos culturais da região, dentre eles cia de artes casulo, orquestra de violinos, Circo baixada, Camerata sob regência do maestro Alfredo e bateria mirim da escola de samba Unidos do Grande Rio.

A solenidade contou com a presença do presidente do Fórum Carlos Cahé, do Prefeito da cidade de Seropédica Darci dos Anjos, Ana Lúcia Pardo do Ministério da Cultura, Leni Medeiros da Comissão de Cultura da ALERJ do Presidente de honra do Fórum Paulo Mainhard e várias outras personalidades da cultura, política, imprensa e sociedade civil.

“Muito nos orgulha receber esse prêmio, em nosso país os índices de leitura são muito baixos, precisamos reverter essa situação, receber o prêmio só ajuda em nossa missão, aliás esse prêmio não é meu, é de várias pessoas que não se conformam e se indgna, não aceitando passivamente essa dura realidade. Viva o Fórum de cultura, Viva a Democratização da Leitura” Disse Pedro Gerolimich

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

EPIC 2015

A salvação pela literatura

Por Urariano Mota

Nos tempos em que pensei ser professor, sempre tentei dizer a jovens estudantes que a literatura era fundamental na vida de todos. Mas quase nunca tive sucesso nessas arremetidas rumo a seus espíritos. Minhas palavras pareciam não fecundar. Primeiro porque a literatura ministrada a eles, em outras aulas, destruía todo o gozo de viver. Os mestres, profissionais ou burocratas, ensinavam-lhes a anti, a literatura para antas, com listas de nomes, datas e resumos de obras, nada mais. Em segundo lugar eu não fecundava porque o valor do sentimento, o sentido de uma rosa, o cântico de amor ou o desajuste de pessoas em uma sociedade corrupta nada significava para as tarefas mais práticas, que se impunham.

- O que eu ganho com isso, professor?

E com isso, o jovem, quando de classe média, queria me dizer, que carro irei comprar com a leitura de Baudelaire? Que roupas, que tênis, que gatas irei conquistar com essa conversa mole de Machado de Assis? Então eu sorria, para não lhes morder. A riqueza do mundo das páginas dos escritores, a gratidão que eu tinha para quem me fizera homem eu sabia. Mas não achava o que dizer nessas horas quando o petardo de uma frase de Joaquim Nabuco ganhava a zombaria de toda a gente. Eu sorria e me punha a gaguejar coisas estapafúrdias do gênero os poetas são os poetas, Cervantes era Cervantes. E me calava, e calava a lembrança dos sofrimentos e humilhações em vida do homem Cervantes que dignificou a espécie.

- O que eu ganho com isso, professor?

Quando essa pergunta me era feita por jovens da periferia, excluídos, isso me ofendia muito mais que a pergunta do jovem classe média. Aos de antes eu respondia com uma oposição quase absoluta, porque não me via em suas condições e rostos. Mas a estes periféricos, não. Eu passava a ser atingido nos meus domínios, na minha gente, porque eu olhava os seus rostos e via o meu, no tempo em que fui tão perdido e carente quanto qualquer um deles. Então eu não sorria. Aquilo, do meu semelhante, me acendia um fogo, um álcool vigoroso, e eu lhes falava do valor da literatura com exemplos vivos, vivíssimos, da minha própria experiência. (Há um relato sobre isso em “Histórias para adolescentes pobres”.) Então eu vencia. Então a literatura vencia. Mas já não tinha o nome de literatura. Tinha o nome de outra coisa, algo como histórias reais de miseráveis que têm a cara da gente. Mas tudo bem, eu me dizia, que se dane o nome, vence a literatura.

No entanto, agora refletindo enquanto escrevo, descubro que ainda assim havia uma grandiosa derrota nessa vitória de extremo recurso. Eu, o professor, falhava como professor. Quero dizer, eu não acendia a chama em seus corações como um fogo de pentecostes, com o calor de que a literatura é um valor permanente, alto e tão alto que por vezes parece substituir a própria vida. Quero dizer, para ser mais preciso: eu não fazia aqueles adolescentes atirarem-se aos livros, que seriam uma casa, um céu, um amigo, uma amiga, um amor, a namorada. Os jovens se quedavam por momentos diante do relato e depois mudavam de assunto, para outra coisa mais urgente. Afinal, jovens precisam comer, vestir, beber, e pegarem em namoradas mais concretas que um soneto de Camões.

O professor falhava porque prática, grosseira e opressora era a onipresença do mundo das necessidades. A literatura não se inscrevia como uma prática nesse mundo. E prática aqui em dois significados: como um hábito e como uma intervenção útil, pragmática. A literatura se opunha ao mundo prático. Na visão de todos, ela era como um luxo, um caviar... mas me expresso mal, porque o luxo é desejado, o caviar é querido. Era muito pior: a literatura roubava o tempo que deveria estar empregado em outra coisa. Que coisa? Qualquer coisa, coisa qualquer. Os passatempos mais estúpidos seriam mais necessários que essa inominável que furtava energias, dinheiro e ações dignas de serem vividas.

- Em vez de estar lendo, você devia...

Então eu não mais sorria. No mais íntimo de mim eu me julgava, eu me sabia certo como um neurótico. Tudo era o contrário do que eu pensava, mas eu estava certo. Certo como um neurótico silencioso. Pois que louco eu seria a proclamar as venturas da literatura quando todas e quaisquer coisas eram mais venturosas?

Esta semana uma jovem míope, tímida, com 19 anos, deu uma substância e um conforto a essa qualquer coisa, coisa qualquer que para nada serve, que furta o tempo e deixa os seus cultores neuróticos, malucos ou esquizofrênicos. Na altura em que a mocinha atravessava um momento difícil, prestou concurso para uma bolsa de estudo na Alemanha. Pois esta semana saiu o resultado: ela foi um dos três jovens escolhidos. E por isso viaja, e por um ano terá bolsa líquida e livre de 600 euros, e mais universidade, casa e alimentação. Mas como, eu perguntei a ela, como você conseguiu, se não é uma falante de alemão? Ao que ela, em seu espírito verdadeiro, me respondeu:

- Eu fui salva pela literatura. Em minha carta contei como Goethe entrou em minha vida.

Ah, sabem? Hoje é domingo, faz sol, tudo é luz. O neurótico aqui dedica à jovem esta crônica.

Retirei o texto desse link http://www.novae.inf.br

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pré-conferência de Cultura na Casa Brasil

No dia 25/07, das 9:00 as 14:30, aconteceu a pré-conferência de Cultura na Casa Brasil, em Imbariê. Esse encontro visava acumular as discussões para a III Conferência Municipal de Cultura, que ocorrerá em de novembro. Esta por sua vez, precede as conferencias estaduais e a nacional, prevista para março de 2010, fechando um amplo processo de discussões sobre políticas públicas para a Cultura em nosso país.
Estiveram presentes na pré-conferência cerca de 40 pessoas de diversos grupos populares do 3° distritos, além de outros participantes. Vários assuntos foram abordados e destacarei alguns pontos que considero importante debatermos.

1-Estamos atravessando um processo de mudanças na Lei de incentivo à cultura, a lei Rouanet. Essas mudanças visam equilibrar a distribuição dos recursos para que todos os produtores culturais, não só os grandes e famosos, recebam financiamento.
2-Em Duque de Caxias, já possuímos um Fundo Municipal de Cultura, porém uma serie de empecilhos burocráticos impede a utilização dos recursos. É necessário dar transparência ao fundo e criar mecanismos democráticos para a distribuição dos recursos entre os produtores culturais e artistas em geral.
3-Foi sugerida a construção de um fórum permanente de discussões sobre a cultura no 3° distrito. A primeira reunião está marcada para o dia 22/08/09, as 10:00, na Casa Brasil. Tod@s estão convidados.

O coletivo BoraCaxias tá na área e busca contribuir no debate e na socialização das informações. Essa cidade é nossa e vamos lutar para torná-la um lugar melhor para se viver. Também sabemos que para as coisas melhorarem é fundamental a participação da sociedade nas discussões e na disputa política.

Participem dos debates.
e...
BoraCaxias

Livro de Rua na FEBF

No dia 21/07 foi inaugurada a Biblioteca da Liberdade na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense. Foram libertos 200 livros e houve passagem de sala para explicar à comunidade acadêmica como funciona o projeto. Tivemos uma boa receptividade e rapidamente muitos livros foram pegos. Recebemos bastante apoio e alguns professores e alunos já se disponibilizaram em doar livros para que o projeto cresça mais.
Nós, do coletivo BoraCaxias, participamos e acreditamos nesse importante projeto de democratização ao acesso a leitura. Para o segundo semestre de 2009 estamos programando uma mesa de discussão sobre o acesso a leitura no país, buscando entender o papel do Estado, do setor privado e da sociedade civil para a construção de um país de leitores.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Assinem o O Manifesto por um Brasil literário

O Manifesto por um Brasil literário é uma iniciativa de um grupo de instituições e pessoas envolvidas com a leitura literária no país. Este documento pretende ampliar o debate em torno da importância da leitura de livros de literatura, acolher propostas e engajar o maior número de pessoas em torno desta causa. É o primeiro passo para a criação de um Movimento por um Brasil literário.


http://www.brasilliterario.org.br/participe.php


http://livroderua.wordpress.com/

Participem

Manifesto por um Brasil literário

Manifesto por um Brasil literário

O Instituto C&A, se somando às proposições da Associação Casa Azul – organizadora da Festa Literária Internacional de Paraty -, à Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, ao Instituto Ecofuturo e ao Centro de Cultura Luiz Freire, manifesta sua intenção de concorrer para fazer do País uma sociedade leitora. Reconhecendo o êxito já conferido, nacional e internacionalmente à FLIP, o projeto busca estender às comunidades, atividades mobilizadoras que promovam o exercício da leitura literária.

Reconhecemos como princípio o direito de todos de participarem da produção também literária. No mundo atual, considera-se a alfabetização como um bem e um direito. Isto se deve ao fato de que com a industrialização as profissões exigem que o trabalhador saiba ler. No passado, os ofícios e ocupações eram transmitidos de pai para filho, sem interferência da escola.

Alfabetizar-se, saber ler e escrever tornaram-se hoje condições imprescindíveis à profissionalização e ao emprego. A escola é um espaço necessário para instrumentalizar o sujeito e facilitar seu ingresso no trabalho. Mas pelo avanço das ciências humanas compreende-se como inerente aos homens e mulheres a necessidade de manifestar e dar corpo às suas capacidades inventivas.

Por outro lado, existe um uso não tão pragmático de escrita e leitura. Numa época em que a oralidade perdeu, em parte, sua força, já não nos postamos diante de narrativas que falavam através da ficção de conteúdos sapienciais, éticos, imaginativos.

É no mundo possível da ficção que o homem se encontra realmente livre para pensar, configurar alternativas, deixar agir a fantasia. Na literatura que, liberto do agir prático e da necessidade, o sujeito viaja por outro mundo possível. Sem preconceitos em sua construção, daí sua possibilidade intrínseca de inclusão, a literatura nos acolhe sem ignorar nossa incompletude.

É o que a literatura oferece e abre a todo aquele que deseja entregar-se à fantasia. Democratiza-se assim o poder de criar, imaginar, recriar, romper o limite do provável. Sua fundação reflexiva possibilita ao leitor dobrar-se sobre si mesmo e estabelecer uma prosa entre o real e o idealizado.

A leitura literária é um direito de todos e que ainda não está escrito. O sujeito anseia por conhecimentos e possui a necessidade de estender suas intuições criadoras aos espaços em que convive. Compreendendo a literatura como capaz de abrir um diálogo subjetivo entre o leitor e a obra, entre o vivido e o sonhado, entre o conhecido e o ainda por conhecer; considerando que este diálogo das diferenças – inerente à literatura – nos confirma como redes de relações; reconhecendo que a maleabilidade do pensamento concorre para a construção de novos desafios para a sociedade; afirmando que a literatura, pela sua configuração, acolhe a todos e concorre para o exercício de um pensamento crítico, ágil e inventivo; compreendendo que a metáfora literária abriga as experiências do leitor e não ignora suas singularidades, que as instituições em pauta confirmam como essencial para o País a concretização de tal projeto.

Outorgando a si mesmo o privilégio de idealizar outro cotidiano em liberdade, e movido pela intimidade maior de sua fantasia, um conhecimento mais amplo e diverso do mundo ganha corpo, e se instala no desejo dos homens e mulheres promovendo os indivíduos a sujeitos e responsáveis pela sua própria humanidade. De consumidores passa-se a investidores na artesania do mundo. Por ser assim, persegue-se uma sociedade em que a qualidade da existência humana é buscada como um bem inalienável.

Liberdade, espontaneidade, afetividade e fantasia são elementos que fundam a infância. Tais substâncias são também pertinentes à construção literária. Daí, a literatura ser próxima da criança. Possibilitar aos mais jovens acesso ao texto literário é garantir a presença de tais elementos – que inauguram a vida – como essenciais para o seu crescimento. Nesse sentido é indispensável a presença da literatura em todos os espaços por onde circula a infância. Todas as atividades que têm a literatura como objeto central serão promovidas para fazer do País uma sociedade leitora. O apoio de todos que assim compreendem a função literária, a proposição é indispensável. Se é um projeto literário é também uma ação política por sonhar um País mais digno.

Bartolomeu Campos de Queirós
Junho de 2009