sexta-feira, 8 de abril de 2011
Tragédia em Realengo e o Bulling
por: Thiago Coutinho
quarta-feira, 9 de março de 2011
Conexão com Fábio Pereira
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O QUE SERÁ DO RIO DE JANEIRO?
Todos nós que somos moradores, que gostamos do Rio e que torcemos por dias melhores estamos aflitos por tudo que está acontecendo, mas não devemos ficar inertes com tudo que vem acontecendo. Até a manhã desta sexta-feira (26-11) temos o seguinte quadro de ataques:

Neste texto não vou criticar em nenhum momento a ação da polícia, minha crítica é para o poder público, a falta de inteligência de ação deste poder. O Rio de Janeiro vive um momento especial no cenário internacional (tirando a última semana), teremos a final da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A maior exigência tanto da FIFA quanto do COI (Comitê Olímpico Internacional) é em relação a segurança, desde então, tem sido intensificado na cidade do Rio as implantações da UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Porém estas implantações vêm seguindo um padrão estão sendo feitas em regiões próximas a onde serão instalados os equipamentos olímpicos e em regiões de grande apelo turístico. Na próxima imagem veremos onde estão localizadas as UPPs:
Fonte: http://spiritosanto.wordpress.com/page/2/?pages-list – Retirado no dia 26-11 às 11:50h.O restante da cidade vive na mesma situação de antes, sem nenhuma ação do poder público. Podemos identificar a formação de duas cidades dentro de uma, uma mais segura e outra a mercê do tráfico armado. Outra situação é de que em todas as tomadas de comunidade para a implantação das UPPs não tiveram grande apreensões de armamento e nem houve grande prisões de traficantes. Então, estes traficantes se refugiaram em outras localidades, como a Zona Norte, Subúrbio e Baixada Fluminense.
Gostaria de terminar este texto (desabafo) como comecei o mesmo, com a seguinte pergunta: “O QUE SERÁ DO RIO DE JANEIRO?” Outras reflexões se fazem necessárias como qual é o papel da população? Como devemos agir para cobrar dias melhores? Será que o aumento do efetivo policial é a solução? Será que esta não é apenas uma ação momentânea? Até por que depois de algum tempo quando o policiamento voltar ao normal, será que não termos novos ataques? O que necessitamos para acabar com essa situação de insegurança que o Rio vive? Será que investimento em educação como ocorre em todos os países desenvolvidos e nos países que estão crescendo no cenário mundial são necessários? Logicamente que todos nós queremos a Copa e as Olimpíadas no Rio de Janeiro, mas será que só as localidades mais ricas e que irão receber os equipamentos esportivos merecem melhoras?
DESCULPA SE ESTE TEXTO NÃO FOI MUITO COERENTE COM O QUE VOCÊ PENSA SOBRE TUDO QUE ESTÁ ACONTECENDO, SE TEM ALGUM ERRO DE ESCRITA OU SE PARECE MAIS UM DESABAFO DO QUE UM TEXTO CRÍTICO. MAS PEÇO QUE TODOS COLOQUEM SUAS OPINIÕES PARA QUE POSSAMOS CRIAR UMA FORMA DE AÇÃO E QUE DESTA FORMA NÃO NOS TORNEMOS SERES IMÓVEIS E NÃO-ATUANTES DIANTE DE TUDO QUE ESTÁ OCORRENDO.
Por: Thiago Coutinho Rodrigues
terça-feira, 5 de outubro de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Novo campo para a cultura no Rio de Janeiro
Prezados(as),
É com grande alegria que convidamos grupos, projetos, pesquisadores e agentes culturais com ação em comunidades e territórios populares de toda metrópole do Rio de Janeiro, a participarem da reunião de formação de nosso novo grupo de trabalho. A missão deste grupo será pensar a articulação de políticas públicas mediadas pela cultura nesses espaços. Este processo será coordenado pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado.
A reunião será coordenada pelo Assessor Especial de Cultura e Território da Secretaria Sr. Marcus Vinícius Faustini, com a presença do Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos Sr. Ricardo Henriques.
Cultura e Território é uma tecnologia social de alto impacto na vida local das comunidades, sejam bairros, favelas, morros, UPPs e etc. Acreditamos que esta articulação pode contribuir na execução das políticas públicas, frequentemente fragmentadas. Alargando assim, o escopo de recursos para as ações culturais, e definindo um campo mais claro na relação com o poder público, sobretudo para quem trabalha a cultura como forma de mediação social.
Com a coragem que sempre marcou as ações de nossa equipe na luta pela radicalização da democracia convidamos vocês para mais esta luta.
Grande abraço,
Marcus Vinícius Faustini
PS: Para melhor podermos recebê-lo(a) pedimos que faça a sua inscrição através do endereço :
http://www.surveymonkey.com/s/GrupodeTrabalhoCulturaeTerritorio
A reunião será no dia 17 de agosto
Horário: 18:30 hs
Endereço: Praça Cristiano Ottoni s/n, 6º. andar, sala 628
Prédio da Central do Brasil
Maiores informações 2334-5542 (Marta) ou 8685-8426 (Luciano).
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Guias Afetivos

O Marcos Faustini é fera. Estou participando do APALPE e recomendo esse curso para todos que buscam linguagens para expressar a vida que nos atravessa. Refinar nossa capacidade de comunicação atraves da utilização de várias linguagens é um caminho para ampliarmos nossa habilidade de tecer relações sociais.
Se permita descobrir o novo.
Existe um mar de possiblidades te esperando.
Plataforma Política Cultural do CUCA DA UNE para o período eleitoral e pós-campanha

"Ser cidadão não é viver em sociedade. É modificá-la."
Augusto Boal
PRESSUPOSTO
O Circuito Universitário de Cultura e Arte – CUCA da UNE, tem atuado na compreensão da Cultura em três dimensões de ordem ética, estética e econômica. Ética: onde o ser social tem a possibilidade de atuar de forma dialética com a realidade na qual ele também esta inserido. Estética: para a qual a produção de bens simbólicos e imateriais criam sentido ao mundo. E Econômica: entendendo cultura enquanto relação social entre indivíduos e sociedade e, por isso, constituída em seus níveis de relação de produção econômica e de trabalho.
“Devemos estetizar a política e politizar a cultura”. Estetizar a política é buscar o bem comum pela produção de emoções em novas formas e conteúdos, compreendendo o fazer cultural como também uma ação política.
Propor uma política cultural para o período eleitoral e pós-campanha é dialogar com o momento atual. E devemos ver garantido no programa dos candidatos, mas, sobretudo, junto a nós próprios eleitores, o entendimento de políticas públicas efetivas de cultura em nosso país.
AVALIAÇÃO
A grande conquista do governo Lula, a partir da gestão do músico Gilberto Gil no Ministério da Cultura, e continuada pelo atual ministro Juca Ferreira, foi interpretar a cultura em sua abrangência, trazendo-a para o centro do debate e da preocupação nacional.
Como avanços conquistados, podemos citar:
· Incentivo a partir de programas continuados de investimento como o Cultura Viva, a exemplo da experiência dos Pontos de Cultura. Esses programas geraram protagonismo e autonomia para uma rede cultural;
· O incentivo à formação de público e consumo de cultura por meio do Vale Cultura para os trabalhadores;
· Os esforços na regulamentação e no financiamento da cultura por meio de uma Nova Lei de Fomento a Cultura, a partir dos debates realizados na 1ª e 2ª Conferências Nacional de Cultura, entre outros.
O desafio agora é não somente garantir a continuidade dessas ações, mas seus desdobramentos em novos paradigmas. Ou seja, expandir uma política cultural para milhões de brasileiros, com autonomia e protagonismo social.
DIRETRIZES:
1- Cultura e Educação
O Ministério da Educação e Cultura - MEC permaneceu assim até o ano de 1982, quando então foi criada uma estrutura própria para a Cultura - o MinC. Apesar destas duas instituições terem suas especificidades próprias, não realizam ações interministeriais voltadas à transversalidade entre cultura e educação. Desse modo perdem a complementaridade entre a cultura (quando ignora o aspecto critico sobre o pensar e fazer cultural) e a educação (quando não enxerga a cultura como aspecto de interpretar e estar no mundo).
Ø Ação: Programa Nacional de Cultura e Educação
· Desenvolver um programa envolvendo a regulamentação das disciplinas de arte no ensino fundamental (fazer e crítica).
· Formatar e executar um amplo projeto cultural nas instituições de ensino, ampliando as opções culturais dos estudantes e abrindo a escola para a comunidade.
· Linhas e editais específicos que fomentem ações transversais entre cultura e educação.
· Promover o diálogo e crítica freqüente entre universidade e comunidade através de programas de extensão universitária.
· Aprovação da Lei Griô, reconhecendo mestres da tradição oral como profissionais de notório saber, permitindo a esses, inclusive, ministrar atividades no campo da educação.
· Regulamentação da Lei nº 10.639/2003, que estabelece o ensino da cultura e história afro-brasileira no currículo escolar.
2. Cultura como instrumento de emancipação social
O diálogo entre Estado e sociedade civil busca maior participação na elaboração e execução de políticas públicas na área. Os movimentos sociais ganham sua legitimidade perante o Estado, e este consegue chegar a um público que, sozinho, não conseguiria alcançar. Esta autonomia deve garantir protagonismo social em torno de sua emancipação e não apenas como inclusão social.
Ø Ações:
· Transformação do Programa Cultura Viva em uma política de Estado - através da criação de um marco legal específico-, bem como sua ampliação em volume de recursos investidos e abrangência geográfica do Programa.
· Protagonismo Juvenil: subsídio financeiro - através da concessão de bolsas, por exemplo - a jovens agentes culturais, para que eles tenham condições de desempenhar ações voltadas à cidadania, autonomia e empoderamento social.
· Criação de políticas transversais de prevenção ao uso de drogas e redução de danos a partir de ações culturais. Em especial o crack, cujo uso vem se alastrando entre a juventude, diminuindo o potencial dessa grande parcela da sociedade para a fruição cultural e vida em comunidade.
3. Cultura, Comunicação e Democracia
Nos dias de hoje, frente às novas tecnologias da informação, Cultura e Comunicação tornam-se cada vez mais áreas transversais, demandando políticas públicas igualmente relacionadas
Em busca da ampla circulação do conhecimento e da garantia do acesso à cultura e educação, é preciso uma política pública para cultura e comunicação efetiva. Que tal política atualize e regulamente a atual legislação, dialogando com a sociedade e a realidade cultural brasileira.
Ø Ações:
· Revisão da atual legislação de Direito Autoral (Lei nº 9610/98), que criminaliza práticas culturais largamente utilizadas pela sociedade (como o xerox de trechos de livros) mesmo para fins acadêmicos e não comerciais.
· Implementação do Plano Nacional de Banda Larga em regime público, garantindo acesso à rede mundial de computadores em todo território brasileiro. Também a legalização de pólos comunitários de acesso à internet (a exemplo de telecentros e das milhares de lan houses espalhadas pelo país)
· Implementação da diretriz 22 do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, que propõe a “garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para consolidação de uma cultura em Direitos Humanos”.
· Regulamentação dos artigos 221 e 223 da Constituição Federal, que estabelecem como prioridade para rádio e TV uma programação com finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, e ainda o estímulo à produção independente e regional, além da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal, respectivamente.
4. Produção e Acesso aos bens culturais
A noção de cultura hoje engloba não apenas a arte tradicionalmente reconhecida, mas também os processos, saberes e tradições culturais da sociedade brasileira. Assim, o acesso às diferentes manifestações culturais em sua ampla diversidade é um direito cultural e também um direito cidadão e educacional. Além disso, garantia do direito à cidadania passa não apenas pelo acesso aos bens culturais, mas também pela produção de informação e subjetividade, o que depende do acesso aos meios de produção.
Ø Ações:
· Descentralizar e promover o acesso aos meios de produção e bens culturais possibilitando maior produção de linguagem e estética de/para/com a juventude;
· Estímulo à criação de editais e linhas fomento para a produção cultural, formação em gestão cultural para jovens, universitários e pontos de cultura;
· Subsídio e defesa da meia-entrada estudantil como forma de garantir o benefício sem onerar as pequenas produções;
· Apoiar o Vale Cultura para o trabalhador, objetivando a democratização do acesso aos bens culturais e a formação de público para a cultura.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
8 anos do Mate Com Angu - nesta quarta!

8 anos do Mate Com Angu - nesta quarta!
Venha comemorar com a gente! Cinema, forró e festança na lua cheia!
Cineclube Mate Com Angu apresenta a sessão Infinito - Cinema é pra celebrar!
Aniversário de 8 aninhos de manguinhas de fora
# Filmes pra cosquinha na alma
# Circo mucho loco com Los Tchatchos
# Forró pé-de-serra pancadão com o Trio Dominguinhos do Recife
# Festa com a DJane Pené Deluxe no comando
A poeira vai subir - venha pra se esbaldar!
Na Lira de Ouro
Rua Sebastião de Oliveira, 72, Centro de Caxias, próximo ao calçadão.
20h30min
Entrada franGa
www.matecomangu.com.br
terça-feira, 20 de julho de 2010
A leitura nas eleições de 2010

O menino olha o livro, mira-o e parte em sua direção. Alguém lhe deu o livro num momento de sua vida, apresentou-lhe a história e hoje ele mergulha no rico universo da literatura. Um encontro maravilhoso, repleto de descobertas e possibilidades, que serão aumentadas com outras leituras. Pois é, bom que o menino foi apresentado aos livros e desenvolveu o hábito da leitura, pois muitas pessoas não tiveram a mesma sorte dele. Sorte não, oportunidade. O fato é que existem medidas concretas de incentivo a leitura que devem ser colocadas em prática e a sociedade civil precisa cobrar dos governos a sua implementação. Por exemplo, o que os candidatos às eleições de 2010 pretendem fazer pela leitura? Eles conhecem o Plano Nacional do Livro e da Leitura? Pergunte a eles.
O Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) é um conjunto de projetos, programas, atividade e eventos na área do livro, da leitura e bibliotecas em desenvolvimento no país, empreendidas pelo Estado e pela Sociedade Civil. Para que o PNLL atinja seus objetivos e promova avanços significativos na área da leitura, são necessários quadros políticos que conheçam o tema e dediquem seus mandatos a desenvolvê-los.
Numa época de debates políticos fracos e discursos vazios, onde o marketing do candidato é mais importante que suas idéias, cabe a sociedade civil pautar o debate e dizer quais são suas preocupações e reivindicações.
Por isso, democratizar a leitura é importante e colocar o tema nas eleições de 2010 também. O envolvimento do maior número de pessoas colocando a leitura no centro do debate, conversando com os familiares, amigos, em casa, no trabalho, na igreja e nas reuniões políticas, dará força ao movimento e sua presença na opinião pública. O desafio está posto. Quem topa?
Saiba mais sobre o Plano Nacional do Livro e da Leitura no site http://www.vivaleitura.com.br/pnll2/default.asp
domingo, 18 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
APALPE_01

Sábado de manhã e eu no ponto esperando o Piabetá x Passeio. Independente do lugar que eu vá, seja longe ou perto, programado ou não, a viagem sempre começa nesse ponto. Quase sempre definimos nosso trajeto com locais a serem visitados, tempo de permanência neles e nos deslocamentos feitos, porém a partir do ponto inicial, nesse caso o ponto de ônibus, a partícula, nesse caso eu, pode ter seu percurso alterado devido o contato com algum vetor que atravesse a trajetória inicial prevista. E o dia começou dessa forma. Um amigo que seguia para a Barra da Tijuca me deu uma carona até Bonsucesso. De lá peguei um ônibus para a lapa, e desta peguei o 410 até o Humaitá. É o primeiro dia do APALPE, um curso intensivo com dez encontros aos sábados, onde a turma terá contato com várias linguagens artísticas, como vídeo, artes cênicas, grafiti, rap, literatura e outros, além de sermos encorajados a resolver vários desafios propostos. Será um mergulho no rico universo da criação e produção cultural. A idéia é que os participantes elaborem produções artísticas que relacionem corpo, território e palavra. No dia 12 de setembro, os participantes realizarão uma grande intervenção urbana na cidade. Estou pra lá de empolgado...
Cheguei 15 minutos antes de começar a oficina, mas não pude participar, pois não estava com roupa apropriada, que deveria ser bem leve sem estampas. Um moletom e uma camisa de malha. Assim como eu, outras pessoas não puderam participar e somente observamos. Faustini, idealizador e coordenador do projeto, organizou uma roda e pediu para que os participantes tirassem os sapatos afim de ficarem mais a vontade. Ele falou que o processo criativo necessita de procedimentos, técnicas e limites claros, pois a criação precisa ser de uma direção bem definida para gerar o resultado esperado. Por exemplo, quando se abre o concurso para samba enredo das escolas de samba, os compositores já conhecem os procedimentos e o formato exigido pela comissão julgadora. A criatividade deles é livre para delirar dentro dos limites preestabelecidos. Existem formas e procedimentos para a criação artística e o desafio é torná-los democráticos, ao ponto de todos dominarem os processos de criação e não apenas um grupo, que freqüentemente é visto pela sociedade como “os iluminados”.
Faustini pediu para os participantes da dinâmica escolherem três pontos no auditório e caminharem sobre eles, executando os comandos solicitados. Caminhar pela trajetória de forma leve, pesada e densa. Alto e Baixo. Feio, horroroso, asqueroso e hediondo. A forma de caminhar mudava, mas a trajetória não. Existiam limites.
Faustini falou que não cabe a arte representar mais nada, até porque a representação está em crise. A arte deve criar ambientes, promover estímulos e desenvolver dispositivos que disparem outras ações. Gostei disso. Dessa forma a arte não tem um autor, um sujeito, e sim mediadores de um fluxo que atravessa varias pessoas de maneiras distintas, provocando outras ações imprevistas e incalculáveis. Não existem essências a serem representadas e sim experiências e serem realizadas.
Essa dinâmica rolou das 10:00 a 13:00 e em seguida serviram o almoço. Era um marmitex com arroz, feijão, frango e salada. Bati um pratão! Todos almoçaram bem rápidos, pois logo após aconteceu uma palestra com B-A sobre a plasticidade da palavra. Ela falou sobre a linguagem verbal e a linguagem visual, e como essas duas eram interligadas em outras civilizações. Sumérios, egípcios, chineses e poesia concreta foram alguns dos pontos por onde passaram seus argumentos. Após a explanação, fomos convidados a realizar uma atividade prática. Com tinta guaxe e nankin, todos pintaram e desenharam uma palavra mencionada no texto sobre iorgute elaborado durante a oficina matinal. O resultado foram oito cartazes de 5 metros de comprimento por 1 metro de largura, cheios de palavras desenhadas, onde letras e imagens davam formas aos sentimentos despertados com as lembranças de iorgutes em nossas vidas. Um belo trabalho.
Como trabalho para casa, ficou a tarefa de levar 10 objetos vermelhos para o próximo encontro. Adorei tudo e espero que se torne cada vez mais interessante à medida que o grupo vai se entrosando e criando laços de afetivos. Faustini emitirá mais comandos e exigirá muito da gente, pois acredita em suas idéias e no grupo que selecionou. Ninguém sabe o resultado dessa empreitada e somente tenho uma certeza: darei meu melhor.
http://apalpe.wordpress.com/
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A Palavra da Periferia - APALPE


Coordenado por Heloísa Buarque de Hollanda e Marcus Vinicius Faustini, o projeto vai dar vez e voz para a periferia do Rio.
O ponto de partida para o trabalho será o “Guia afetivo da periferia”, romance que revela as impressões de Faustini, em suas andanças pela cidade do Rio.
A ideia é fazer com que os participantes elaborem intervenções artísticas, expressões de sua relação com a cidade, por meio de linguagens diversificadas.
De 10 de julho a 12 de setembro, os inscritos participarão de oficinas, debates, palestras, visitas guiadas, entre outras atividades.
Artistas e ativistas sociais vão apresentar as diversas linguagens, de Literatura a Hip-hop, passando pelas Artes Plásticas, culminando na realização de um grande evento na cidade.
Coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PACC/UFRJ), Heloísa Buarque de Hollanda destaca o trabalho sobre a palavra que será feito no Apalpe.
Já Marcus Vinicius Faustini explica o porquê do incentivo à produção de novos guias para mapear, afetivamente, o território da cidade.
Eis a apresentação do Apalpe feita por seus coordenadores, os pais do projeto:
O que é o Apalpe?
Heloísa Buarque de Hollanda – O Apalpe tem um significado diferente para cada um de nós dois. Eu sou uma professora de Literatura crente na palavra. Acredito piamente na palavra. A palavra é uma carta de alforria. Sabendo lidar com ela, uma pessoa é livre e poderosa. O Apalpe, para mim, é sobre tudo escrita, não é tanto memória. É mais o exercício da palavra em relação à experiência de cada um. Mas não é qualquer palavra. É uma palavra que vai ser muito trabalhada. Vamos fazer oficinas, palestras, grupos de motivação; vamos dar todos os recursos para as pessoas fazerem um uso competente da palavra. Quando a pessoa conquista a palavra, conquista o mundo.
Marcus Vinicius Faustini – O Apalpe é uma tentativa de criar uma relação com as palavras na cidade plasticamente. É a palavra como estética, que se reconhece. O Apalpe é um projeto-ação designer para se relacionar com a cidade e com as pessoas, a partir da palavra. Quem vai procurar o Apalpe é quem quer expressar a existência. O Apalpe é o lugar do encontro, aonde a cidade se encontra. Queremos reunir pessoas de diferentes lugares da região metropolitana do Rio de Janeiro.
E como será o projeto?
Faustini – Vamos ter oficinas de criação a partir de elementos externos. Criar sobre o território é criar sobre elementos externos. Temos de fugir da representação. A representação parte da ideia de que existe um ser humano em essência. E a existência precede a essência. O Sartre já resolveu isso há muito tempo. A tentativa desse projeto é de pensar linguagem e território. É preciso romper com essa ideia de que o pobre como criador deve partir de sua vida melodramática. E os mediadores vão provocar isso. Vamos passar por um “looping” de oficinas. São dez sábados num mergulho de criação. E no dia 12 de setembro faremos uma intervenção na cidade.
Heloísa – Estou atenta ao desenvolvimento da expressão. Acredito que se trata de um gesto político. Ter a palavra é ter a voz. Meu projeto é esse: que as pessoas realmente consigam instrumentalizar bem a palavra para poder argumentar e fazer as suas demandas. E o Faustini está muito ligado à questão do território e de memória. E a chave que ele encontrou de memória afetiva é fantástica. Ele não trabalha com uma memória fria, contada, mas uma memória experimentada. Isso faz uma grande diferença, principalmente pelo uso da palavra. Na Bíblia está escrito: “No princípio era o verbo” e eu acho que no fim também vai ser o verbo.
O Apalpe vai seguir o modelo do Guia Afetivo da Periferia, o livro do Faustini. A ideia é que cada um faça o seu “Guia Afetivo”. Como surgiu o livro?
Heloísa – Ouvia as pessoas falarem sem parar sobre os movimentos da periferia, sobre os talentos da periferia etc. Mas eram sociólogos, antropólogos, que mal tinham pisado na periferia. Eu pensei: está na hora de dar voz aos protagonistas destes movimentos. Então, abri essa coleção, que será uma coleção de 30 volumes, na qual as pessoas contam sua experiência, ou seu projeto cultural, ou sua própria experiência pessoal. São livros escritos por líderes. Quando o Faustini me trouxe esse texto, me apaixonei imediatamente. Eu acho que isso vai ser muito exercitado no Apalpe.
Faustini – O Apalpe é uma tentativa minha de esgarçar o “Guia afetivo da periferia”. Demorei mais de 30 anos para me encorajar a escrever um livro. Eu venho de periferia e nunca somos encorajados a escrever. Somos mais encorajados a falar na periferia. Eu penei muito até encontrar como artista a precisão do que eu queria falar. Quando pensei no Apalpe, pensei em uma maneira de as pessoas se aproximarem do meu livro. Fui vender o meu livro na rua. Vejo que a arte, hoje, não deve criar representações. Meu livro não é uma representação. Meu livro é um dispositivo. Se fosse escrever um romance, talvez não conseguisse. Mas como criei um dispositivo, que foi escrever sobre ruas, consegui. Então, pensei: meu livro deve ser um dispositivo de criação para outras pessoas. É o meu fundo comunista, querendo ser comum a todos.
Por que incentivar a criação de novos “Guias da periferia”?
Faustini – O território é tudo, menos o mapa. Aceitamos, na representação de pobre no Brasil, que o homem era a terra. Euclides da Cunha fez isso em os Sertões, por exemplo. Em Vidas Secas, Graciliano Ramos fala da subjetividade de Fabiano misturado àquele sertão. O homem do povo já foi o homem da terra. O homem de origem popular da cidade é o seu território. Estou seguindo uma linha de interpretação literária. Eu não estou fazendo um projeto social. Estou fazendo um projeto estético com designer social.
Heloísa – O Faustini quer ter esse mapa da periferia, como ele fez de forma brilhante a memória do seu trânsito pela cidade, quando jovem. O Faustini é muito político, quis dar essa chance para muita gente e, além disso, ter o resultado desse mapeamento do afeto territorial das pessoas.
Desde o século XIX, personagens da periferia vêm sendo retratados na Literatura Brasileira. Qual é a diferença do retrato feito dos personagens da periferia para seu autorretrato?
Heloísa – Acredito que há diferença sim. É quase inevitável que os traços fiquem em preto e branco, já que a pessoa não conhece aquilo bem. Não que se faça isso sempre, mas acontece. Quando se trata de um autorretrato, há um carrego de nuance muito grande. A diferença entre essas literaturas é mais de intensidade de nuances.
Faustini – Eu só li livros de pessoas de origem de classe média. Demorou muitos anos para eu ler livros de pessoas de origem popular. E quero ouvir mais gente de origem popular. E o Rio de Janeiro popular para mim, hoje, não é apenas a favela, a comunidade, o conjunto habitacional. É também a rua, a Lapa. O popular é a maior invenção da cultura brasileira. Não quero que haja apenas pessoas da classe média escrevendo sobre o popular. Quero gente de origem popular escrevendo sobre o popular. Está na hora de termos intelectuais de origem popular. Esse é o meu comunismo. E aí o Brasil vai ficar mais interessante assim.
E como surgiu essa parceria?
Faustini – Eu sou um menino de origem popular que sempre reverenciei os mestres da cultura brasileira. Procuro a colisão afetiva.
Heloísa – O Faustini é fissurado em território. E sou sou mais fissurada em palavra. Por isso, acredito que vai dar uma boa química. Eu seguro a palavra e Faustini o tema, apesar de ele ser um exímio usuário da palavra. Ele escreve muito bem.
E o que vocês diriam a quem está interessado em participar do Apalpe?
Heloísa – Vai fundo porque vai dar certo. Temos sonhos gigantescos para esse projeto.
Faustini – A obra é criar as estratégias para que todos façam obras.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
1º Arraiá Literário de Biblioteca Comunitária Solano Trindade
CAROS AMIGOS, REPASSEM POR FAVOR!
1º Arraiá Literário da Biblioteca Comunitária Solano Trindade
Dias 02, 03 e 04 de Julho – 18hs
Rua AK Lote 14 Quadra 48 – Cangulo- Duqe de Caxias
Barracas típicas
Quadrilhas
Distribuição de Livros
Pescaria Literária
Bingo
Grande Fogueira
Apresentações Artísticas
Maiores informações:
9743- 6627 e 7818-9654 id 119*79341(Antonio Carlos).
www.bibliotecasolanotrindade.blogspot.com
RR
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O Clube do Livro: Ser Leitor - que diferença faz?
Uma professora apaixonada pela leitura, uma proposta inovadora de formação de leitores e uma turma de jovens ávidos por descobertas. Esses foram os ingredientes necessários para a criação do Clube do Livro numa escola estadual, o liceu Nilo Peçanha, de Niterói, em 1982. A proposta consistia em ofertar diversos livros aos alunos, que deveriam escolher os exemplares que lhes agradassem, fazer um relatório de suas impressões sobre a leitura e comentá-las nos encontros semanais em sala de aula. A professora sabia que a melhor forma dos alunos conhecerem a língua materna não era pelas temidas aulas de gramática, e sim pelo encontro com a literatura em sua forma plena, o encantamento pelas histórias, a presença do prazer na leitura, a liberdade para escolher o que será lido e o contato direto com os maiores conhecedores de nossa língua: os escritores. O aumento da intimidade com os livros e a boa literatura possui muitas conseqüências, entre elas nota-se uma maior capacidade de organizar as idéias e expressá-las de forma concisa, objetiva, coerente e elegante, tanto através da escrita quanto oralmente. Imagine o impacto da leitura, dos relatórios e dos comentários de 70 livros lidos por alguns jovens, durante um ano, em sua formação! Essa experiência fantástica é narrada por Luzia de Maria no livro O Clube do Livro: Ser leitor - que diferença faz? , editado pela editora O Globo, em 2009. Além da história do Clube do Livro, com direito a relato de experiência dos alunos que participaram na década de 80, a autora também fala sobre a importância de ser leitor no século XXI, visto que, com o advento da internet, a necessidade de receber e emitir mensagens de forma escrita torna-se crucial para um bom desempenho na vida pessoal, profissional e social, pois, caso contrário, corre-se o risco de ficar estagnado por não possuir capacidade de se comunicar com os outros. Luzia também apresenta as recentes descobertas na área da neurociência, do desenvolvimento das conexões neurais e da inteligência, onde se constata que a leitura possui grande importância na vitalidade do cérebro, na prevenção de doenças degenerativas e na garantia de uma velhice saudável. Também fala da importância do professor enquanto principal mediador de leitura de seus alunos e da escola como lugar de efervescência cultural, onde o estímulo a leitura e a oferta de livros seja uma constante no seu cotidiano. Essa escola e esse professor deverão apresentar aos alunos o universo da literatura e toda a sua riqueza, auxiliando-os a realizarem suas próprias escolhas de leitura e a tornarem-se leitores autônomos. Luzia toca em todos esses pontos, além de muitos outros, com a sutileza de quem ama os livros e com a autoridade de quem já possui mais de vinte anos discutindo e atuando na formação de leitores. Para completar a grandeza dessa obra, Luzia atravessa todo o seu texto com comentários sobre obras literárias que embasam seu raciocínio, provocando curiosidade sobre esses livros e instigando nosso desejo de lê-los, pois, afinal, como diz a autora “um bom livro é aquele que nos empurra para outros”.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
BoraCaxias entrevista Slow na rádio kaxinawá

Nesta quarta-feira, 09/06, das 19:00 as 21:00, bateremos um papo com Slow, rapper, membro do Zulu Nation Brasil, do Coletivo Anti-cimena, do grupo Esquadrão da Zona Norte e etc... O cara é agitado!
Rádio Kaxinawá 100.1 (Vila São Luis) e on line pelo Canal Interativo Kaxinawá http://febfuerj.ning.com/
Venha participar do programa ao vivo no estúdio da rádio. É só chegar!!!
Rua General Manoel Rabelo s/n° - Vila São Luís – Duque de Caxias - RJ
domingo, 6 de junho de 2010
12º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens

O maior evento da América Latina totalmente voltado para o livro de literatura para crianças e jovens está chegando em sua 12ª edição e acontecerá nos dias 08 a 19 de junho, no Centro Cultural Ação da Cidadania (Rua Barão de Tefé, 75 – Zona Portuária do Rio de Janeiro).
Além dos lançamentos, bate-papos, performance de ilustradores, leitura de obras premiadas, o evento contará, como na edição anterior, com o Espaço de Leitura, local destinado a lançamentos e performance de ilustradores e com três bibliotecas para públicos diferenciados: crianças, jovens e professores/educadores. A grande novidade deste ano será um novo espaço: a Biblioteca FNLIJ para Bebês. Um local que trará literatura para crianças de 0 – 4 anos.
Como em todos os anos o Salão FNLIJ homenageia um país. Neste ano será a Coréia do Sul. Além de um estande com informações na área da literatura sobre esse país e de uma exposição, especialistas, escritores e ilustradores da Coréia do Sul, traduzidos no Brasil, também participarão do evento, com o apoio dos editores brasileiros, para trazerem suas experiências com livros para crianças e jovens.
O primeiro dia do Salão FNLIJ, dia 8 de junho, como no ano anterior, será dedicado à visita exclusiva de professores que, guiados pela equipe da FNLIJ, conhecerão todos os espaços de atividades do evento, bem como o conceito do Salão FNLIJ como ação promotora de leitura, a fim de que possam usufruir melhor quando fizerem a visita posterior com seus alunos.
A entrada ao Salão FNLIJ neste dia é gratuita para os professores da rede pública e privada do Município do Rio de Janeiro, desde que seja feito o agendamento prévio.A entrada é 4 reais.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
FotoBaixada: Procissão de São Jorge




Confira mais fotos no blog deles
http://fotobaixada.blogspot.com/2009/05/ratao-diniz.html

